segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Novo Escudo?


Dia desses entrei na página oficial do Brasil e lá estava estampada uma das grandes novidades: o novo escudo Xavante. Novo escudo???

Pois é.

A ilustração acima mostra alguma pequenas, mas substanciais alterações no nosso tão clássico escudo. A primeira vista, podemos ver que achataram nosso brasão. Ficou arredondadinho, gordinho. Podemos dizer agora que temos um escudo fofinho!

Com alguma análise um pouco mais detalhada, vê-se que algumas linha afinaram, ganharam formas menos rebuscadas, além do que aumentaram o "E" da parte central, e reduziram a curvatura dos semi-círculos que adornam nossas iniciais.

As justificativas do clube estão no site, aqui linkado.

Segundo eles, o objetivo é "modernizar a marca", facilitando a reprodução do escudo em produtos a serem vendidos pelo clube.

Tá bom! O motivo é nobre. Mas convenhamos que modificar nosso escudo, às portas de completarmos um século é meio inapropriado. Justamente naquele momento em que os clubes resgatam suas camisetas e símbolos históricos! E para nós, xavantes, nada mais histórico e diferenciado que o nosso brasão! Não há semelhante no mundo.

Não resta a menor sombra de dúvida que os clubes precisam se modernizar, especialmente dentro de campo. Também não discordo do fato que, hoje em dia, só se sobrevive no futebol com um bom marketing, uma boa apresentação. Entretanto, algumas mudanças entendo desnecessárias.
Só falta nos apresentarem uma camisa roxa (ou amarela. Já imaginou?).

Melhor nem dar a ideia.
P.S.: detalhe é que nem mesmo o site oficial do clube adotou o "novo" escudo

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Rick Rubin


Este é um post diferente. Vou falar de música, mas desta vez não de uma banda ou de um músico especificamente. Nem vou embedar vídeos e players. Vou falar de um cara que fica por trás das músicas e álbuns que tanto ouvimos.

Dia desses estava ouvindo um cd (sim, eles ainda existem) e, estava lendo os créditos no encarte (sim, o cd era original), como sempre faço, em busca dos nomes dos autores das músicas, das letras. Passando todos estes créditos, lá no finzinho, estava escrito: Producer - Rick Rubin.

O cd em questão era o Blood Sugar Sex Magik, do Red Hot Chili Peppers que, para mim, é o melhor cd da banda e logo chama a atenção por sua produção crua e despojada. Este cd, aliás, foi gravado de modo insólito: a banda se reuniu em um casarão durante três meses e gravaram as músicas tocando ao vivo, sem retirar da gravação os ruídos.

Então me ocorreu que eu já tinha visto o nome de Rick Rubin em um cd recentemente lançado. Pensei, pensei e ... bingo! Metallica, Death Magnetic. Pensei mais um pouco... Johnny Cash. Mais um pouco... Slayer.

Daí me dei conta da importância e da grandeza do trabalho deste que hoje é considerado um dos principais produtores musicais nos Estados Unidos. Ele que começou produzindo bandas de heavy metal, hoje diversificou sua área de atuação, trabalhando com Shakira, LL Cool J, Melaine C (ex-Spice Girls).

Uma das especialidade de Rubin é a ressuscitação. Foi ele o responsável por relançar, depois de muitos anos, a lenda do rock americano, Johnny Cash. Foi ele que, depois de alguns erros do Metallica com Bob Rock, resgatou o melhor estilo da banda e veio demolindo no recém lançado Death Magnetic. Foi ele também quem fez ressurgir o Slayer, com o lançamento de Seasons in the Abyss, em 1990 (foi ele também quem produziu o clássico Reign in Blood, de 1986).

Também assina alguns lançamentos, como o System of a Down (produziu todos os álbuns da banda) e Audioslave.

Em outras palavras, Rubin é o mágico que não aparece. Fica lá, com sua figura esdrúxula escondida na imensa barba e tira das bandas o que elas tem de melhor para dar. Merece, pelo menos, 50% do crédito pelos bons discos de rock e heavy metal que ouvimos por aí.

Para que possam dimensionar o trabalho do mestre Rubin, segue uma lista com alguns discos produzidos por ele:

1986 - Reign in Blood - Slayer
1987 - Electric - The Cult
1990 - Seasons in the Abyss - Slayer
1991 - Blood Sugar Sex Magik - Red Hot Chili Peppers
1995 - Ballbraker - AC/DC
1996 - Unchained - Johnny Cash
1998 - System of a Down - System of a Down
1999 - Californication - Red Hot Chili Peppers
2000 - Solitary Man - Johnny Cash
2000 - Renegades - Rage Against the Machine
2001 - Toxicity - System of a Down
2002 - Audioslave - Audioslave
2002 - Steal this Album - System of a Down
2006 - Window in the Sky - U2 (single)
2007 - Minutes to Midnight - Linkin Park
2008 - Death Magnetic - Metallica
2008 - Untitled - Bob Dylan
2009 - World Painted Blood - Slayer

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A Chinelada e a Chinelagem

O Brasil, desde o início, pareceu demonstrar ser um time forte nesta Copinha. Até acreditava que fosse "O" time forte, tamanha era a facilidade com que vencia alguns adversários.

Surpreendentemente, vencemos adversários fortíssimos lá e cá, como o Caxias e o próprio Internacional. Achei que ninguém ia nos segurar e iríamos experimentar o gostinho de uma Copa do Brasil por pelo menos uma rodada.

Ledo engano!

Não só não éramos tão fortes quanto eu imaginava, como fomos humilhantemente defenestrados da competição por um Internacional formado por jogadores de 17 e 18 anos, que mostrou que, apesar da pouca idade, têm mais força, estatura, habilidade e principalmente mais cérebro que nossos jogadores.

Após a derrota de 4 a 0 em Porto Alegre, o clube desencadeou uma campanha de esperança, conclamando a presença do torcedor, que diga-se, atendeu ao apelo mesmo sabendo que não iríamos alcançar o resultado de forma alguma. Queríamos pelo menos ganhar. Nem que fosse de 1 a 0.

Apesar de todo o empenho, presença da torcida, festa, doação dos jogadores, veio a chinelada: Gol do Inter! Este gol nos obrigava a fazer 6 gols. Coisa que nunca fizemos na vida, salvo no amador Atlético de Carazinho dois jogos antes.

Junto disso veio a chinelagem, dentro e fora de campo. Carrinhos absurdos, cotoveladas, chutes sem bola. Sem falar nos sinalizadores e pedras jogados para dentro do campo pela torcida. Sem falar nas ridículas paralisações do jogo.

Ultimamente vínhamos (torcida) mantendo uma boa relação com a Brigada Militar, que autorizava a entrada de foguetes, sinalizadores, bandeiras e outras artefatos proibidos às torcidas ditas "mais violentas".

Contudo, em um jogo perdido desde antes de começar, a torcida decidiu arriscar toda essa boa relação e, principalmente, nosso mando de campo com as pedras jogadas ao gramado. Vai estar na súmula. Com provas.

Ver pela tevê foi vergonhoso. Varzeano, para dizer o mínimo.

Vestimos a carapuça da velha segundona gaúcha.

Uma pena termos regredido aos nossos conturbados anos 90, quando éramos famosos por causar confusão onde íamos. E logo agora que eu achava tudo tão organizado e planejado!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dexomizibi

Vo mizibi um pouquinho!!

Abaixo, segue link do blog do Nauro Júnior, cujo post desta data (10/11), foi a reprodução de um e-mail que enviei para ele e para o Cecconi (ambos autores do livro "A Noite que não Acabou"), com as minhas impressões sobre o ótimo livro.

Quem é xavante tem que ler!!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Xavante


Amanhã (31/10/2009) na feira do livro de Pelotas, e na próxima quarta-feira, na feira do livro de Porto Alegre será lançada uma obra literária de extrema importância para os torcedores Xavantes: o lançamento do livro "A NOITE QUE NÃO ACABOU".

Este livro traz a história do dia mais cinzento da história rubro-negra que, em 15 de janeiro de 2009, viu seu time desmantelar-se em uma curva da BR-471, matando o ídolo Milar, a prata da casa Régis e o treinador de goleiros Giovane (formador de goleiros como Cássio e Michel Alves).

A obra é escrita em conjunto pelo jornalista Eduardo Cecconi e pelo fotógrafo Nauro Júnior, com revisão do meu amigo Eduardo Lorea. Prefácio do Aldyr Schleé.

Para evitar repetição, linko (??) aqui as postagens feitas no blog do Eddie, do Nauro Júnior e do Eduardo Cecconi.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bacamarte


Este vai ser um postzinho rápido, até porque muito pouco conheço sobre o que vou falar.

Garimpando num blog e noutro, encontrei um post (já não recordo onde, mas acredito que no inacreditável SERES DA NOITE) de uma banda chamada Bacamarte. Como nunca tinha ouvido a banda nem mesmo falar sobre eles, resolvi ler a resenha do disco.

Eis que me supreendeu o fato de ser uma banda brasileira de rock progressivo! Talvez a única em nosso país! Pelo menos que eu conheça.
E mais: o vocal da banda era feminino, na voz (e que voz!!) de JANE DUBOC!! Sim, JANE DUBOC! A cantora de MPB e sucesso em trilhas de novela era uma riponga vocalista de uma banda brasilieira de rock progressivo viajandão.

Bom, tudo que sei é que a banda teve um primeiro disco chamado Depois do Fim, lançado em 1983 e um segundo que desconheço o ano de lançamento, mas que se chama Sete Cidades.

O trabalho, de evidente influências de Jethro Tull e de muitos litros de chá de cogu (para terem uma ideia a música que abre o disco se chama UFO), até que dá um bom resultado. Os músicos são habilidosos e virtuosistas (dentre eles Sérgio Villarin, teclados e Delto Simas, baixo), fato que as vezes se traduz em um ponto negativo, pois no disco tem músicas de mais de 9 minutos só com solos repetitivos.

De um álbum de 9 músicas, ouvido bem por cima, pincei três boas composições que valem a pena: Smog Alado, Último Entardecer (baaaaaaita som) e Controvérsia, esta última um instrumentalzinho muito joia. Todas do disco Antes do Fim, embedadas abaixo.










terça-feira, 18 de agosto de 2009

Johnny Cash II

Conforme prometido, seguem outras músicas do Johnny Cash, para completar o post da semana passada.

As duas primeiras são Folsom Prision Blues, a música mais conhecida de Cash, e Man in Black, ambas originais da década de 60.

Depois, estão as músicas Solitary Man, Rusty Cage e Field Of Diamons (esta em clipe). As duas primeiras, covers de Neil Diamond e Soundgarden, respectivamente e a última, composiçao de Cash, em versão regravada no ano 2000.

A curiosidade sobre estas três últimas músicas é que todas elas vêm de um projeto audacioso da gravadora American Records, que resolveu resgatar a história e música de Johnny Cash. Inteligentemente, aproveitou enquanto o músico ainda estava vivo e lançou 4 cds com regravações, releituras e covers.

Na música Field Of Diamonds, participações nos vocais de June Carter Cash e Sheryl Crowl, além da participação da filha de Cash e Carter, Laura, tocando fiddle (violino ou instrumento de corda semelhante tocado com arco - fonte: wikipedia). No clipe (extra-oficial e meio tosco), aparecem algumas fotos da carreira e da vida pessoal de Johnny Cash e June Carter Cash.










sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Belo Horizonte, domingo, 16/08/2009, 16hs, Estádio Independência


Esse post é só para lembrar do que deveremos fazer no dia e hora do título do post, ilustrado pela belíssima imagem de apoio ao Xavante, lançado pelo projeto Cresce, Xavante!, que é sem sombra de dúvidas o melhor projeto coordenado por torcedores que a Baixada já viu! Quem não conhece, acesse o site aqui e colabore como puder.

VAMOS COM TUDO!!
SORTE!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fumaceira

Ontem, pela primeira vez na Série C de 2009, estive na Baixada para ver o Xavante jogar. Infelizmente, pelas condições do tempo e por toda aquela água no gramado, não pude concluir se o time é bom ou não. Mesma coisa pelo lado do nosso adversário, o América/MG.

Choveu o tempo todo e o que se viu foi um festival de balões e dribles das poças d'água nos jogadores, que tiveram muita dificuldade para jogar naquele gramado.

Ponto positivo, foi que o Brasil não se escondeu. Brigou e pressionou como pôde durante os 90 minutos, sempre em busca do gol. De um pênalti, nasceu uma chance imperdível. Perdida!

Não condeno o Cassel. Até porque todos sabemos que ele é bom batedor de faltas e pênaltis. Acho que a ansiedade prejudicou a cobrança, que passou acima do travessão (me contaram, pois fiquei de costas para o jogo neste momento).

Do América pouco se viu. Foi à Pelotas com o intuito de empatar e com a chuvarada que castigou o gramado, não quis se complicar e passou o jogo todo afastando bolas para fora do campo.

Fiquei bastante impressionado com a qualidade do nosso camisa 10, Gilmar Baiano. Rápido, ágil e inteligente. Tentou conduzir o time com uma certa consciência e infernizou a defesa adversária enquanto as pernas aguentaram. Também destaco as boas atuações do camisa 2, João Rodrigo, do 11, Kito, do 9, Marcelo Régis e claro, do sempre guerreiro Alex, que na base da força parou os poucos momentos de ataque do América.

Ponto negativo foi a torcida. Sim, a tão festejada torcida Xavante. Apesar do bom público que enfrentou frio, chuva e engordou os bolsos dos vendedores de capas de chuva na porta do estádio, não torceu, não vibrou e pior: vaiou o time no final.

Convenhamos, num campo impraticável como estava vaiar o time não é a melhor atitude, mais ainda na antevéspera de um jogo tão importante quanto o do próximo do domingo. Critico também os insistentes, excessivos e desnecessários "Ahhhhh" da torcida a cada lance. Visivelmente essas manifestações despropositadas tiraram a concentração e a tranquilidade dos jogadores.

E a Xavabanda?? Sem comentários. (Saudade dos tempos em que a Garra Xavante tocava os grandes 'hits' do carnaval carioca e todos acompanhavam em coro: "é no chuê, chuê, é no chuê, chuá...")

A missão agora é quase um número de mágica. Apesar de tudo, gostei do que vi e confio no Xavante. Pelo menos tenho a certeza que não será por falta de luta e entusiasmo desses jogadores.

Que o próximo domingo nos reserve boas emoções e um resultado inédito.

P.S.: Fica para o próximo, o post com as músicas do Johnny Cash.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Johnny Cash



Quem assistiu ao filme "Johnny & June" há uns três anos conhece a história de Johnny Cash, um músico americano de estilo country, extremamente controvertido, mas de inigualável talento e voz. Quem não assistiu ao filme, saberá agora do que se trata.

Particularmente eu conheci o trabalho dele alguns anos antes do lançamento do filme, quando tive acesso a um dos 4 discos lançados pela American Records nos anos 2000, quando escutei uma releitura da música Rusty Cage, do Soundgarden, na voz e violão de Cash.

Mas foi assistindo ao filme que acabei conhecendo um pouco mais da vida desse músico e passei a entender porque muitos o amam e tantos outros o desprezam.

Na infância, Johnny foi responsabilizado por seu pai pela morte de Jack, o filho mais velho da família Cash, ocorrida em 1944 em um acidente com uma serra elétrica. Johnny sofreu com o desprezo do pai, que ignorava tudo que lhe dizia respeito.

Desde cedo Johnny já compunha e tocava violão e após muita insistência com uma gravadora de Memphis (terra de Elvis Presley), Johnny Cash conseguiu ser aprovado em uma audição e, em seguida, virou um grande sucesso na década de 50. Seus primeiros "hits" o levaram aos estrelato, mas foi com o lançamento de seu maior sucesso, "The Folsom Prision Blues" (música esta recentemente assassinada pela enjoadinha da Mallu Magalhães) que Johnny Cash atingiu o auge.

Foi nesta mesma época que conheceu June Carter, se divorciou da primeira esposa e se viciou em anfetaminas e outras boletas afins. Com o aumento do vício, Cash não conseguia nem mais se apresentar. Causava confusões e errava as músicas que deveriam ser cantadas. Estes fatos levaram sua carreira ladeira abaixo no final da década de 60.

Após isto, a morte trágica de dois grandes amigos de Cash, o guitarrista de sua banda Luther Perkins e de Roy Orbison, levaram Cash a repensar um pouco na vida e buscar a reabilitação contra as drogas.

Johnny Cash ficou no ostracismo até o final da década de 90, quando a corajosa American Records resolveu ignorar a personalidade difícil de Cash e resgatar seu excelente trabalho, lançando 4 discos, os quais mesclaram releituras de clássicos, músicas inéditas, participações especiais (inclusive de June Carter e seus filhos) e alguns covers.


Dentre os covers, uma que gostei muito foi a da "One" do U2, a qual embedo logo abaixo. Queria embedar também a cover da Rusty Cage, do Soundgarden, além de outras músicas, mas o site que uso p subir músicas tava uma merrrrrrda e não consegui.

Prometo que o próximo post vai ser só de músicas dele.

Johnny Cash morreu em Nashville, em 12 de setembro de 2003, apenas 4 meses após a morte de sua esposa, June Carter, em 15 de maio de 2003.



segunda-feira, 27 de julho de 2009

De novo entre os Oito


2006, 2008 e 2009! Já mostramos que somos habitués da fase final da Séria C. Nestes três anos que citei, chegamos lá com folga, babando, mostrando uma vontade que é típica dos Xavantes.

Entretanto, em 2006 e 2008, perdemos a força na última fase e não conseguimos alcançar nossa tão sonhada classificação para a Série B do Campeonato Brasileiro. Mesmo com o pacto de mediocridade dos times que chegaram a fase final em 2008, como disse o amigo e jornalista Eduardo Loréa, o Xavante frustrou seus torcedores, deixando de conquistar pontos importantes fora de casa e deixando a vaga escapar entre os dedos (ficamos em sexto, há dois pontos da última vaga).

Agora a fórmula mudou. Tenho mais medo dessa atual, até porque ainda não vi o Xavante jogar.

Vamos enfrentar o forte América mineiro, que já esteve entre os times da primeira divisão, em dois jogos de ida e volta. Forte, pelo menos em tese. Se fosse tão forte não estaria na terceira divisão. Se tivermos melhor desempenho, passamos de fase e estamos classificados para a Série B de 2010.

De novo entre os oito, mas jamais estivemos tão próximos! SORTE, XAVANTE!!

domingo, 12 de julho de 2009

Síndrome de Visitante

Ano passado o Xavante superou todas as expectativas na Série C do Brasileirão 2008, quando chegou até o octogonal final com um time bem razoável, cuja meta era simplesmente classificar-se entre os 20 primeiros.

Chegamos perto, com chances de ficar entre os 4 primeiros e ascender à Série B. Só que não contávamos com um detalhe: a Síndrome do Visitante.

Sim, porque se esquecermos que existiu o Gaucháo 2009, não tenho medo de afirmar que o Brasil não perdeu nenhuma na Baixada nas Séries C de 2008 e 2009 mas, em compensação, pontuou pouquíssimo fora de casa.

Em 2008, ficamos de fora porque simplemente não conquistamos um mísero ponto fora de casa no octogonal final. Já esse ano, apesar de estarmos em 2º, novamente ficamos pendurados no pincel pela incompetência em conquistar pontos fora de casa.

Em 3 jogos, nossa pontuação é de apenas 1 ponto em 9 jogados. Apenas empatamos com o Marília, para depois perder dois jogos no apagar das luzes (1 a 0 aos 47 do 2º tempo em Caxias e 3 a 2 aos 46 do 2º tempo, hoje, em Criciúma).

Nossos próximos dois embates serão cruciais. E mais crucial ainda, será provar que não temos a síndorme do visitante, pois precisamos mais do que nunca, dos 3 pontos em Santa Catarina contra o Marcílio Dias.

Depois, só a festa da classificação contra o líder Marília, na Baixada.

sábado, 4 de julho de 2009

WSNB


Quando fiz este blog pretendia que ele fosse eclético. Que falasse de futebol, fotografia, carros, música, etc. Problema é que tenho descambado mais pros lados da música, o que não é de um todo ruim.


Portanto, seguimos neste contexto.


Estava perambulando pelos sites da vida com o iTunes tocando ao fundo, no modo aleatório, quando ouvi um belo blues, muito parecido com Blues Traveler, mas senti uma certa diferença no vocal, um pouco mais rouco que o do J. Popper.


Abri a tela e vi no tocador: WSNB - Take Your Blues Away. Achei estranho, pq nunca tinha sequer ouvido falar dessa banda. Só que tinha um disco inteiro deles no meu iTunes.


Sinceramente não sei de onde tirei essa banda, mas o fato é que o som deles é muito bom. Coisa rara hoje em dia. Pesquisei na internet e achei a página deles no myspace e ali colhi algumas informações.


O nome da banda é WSNB, que são as iniciais de We Sing Nasty Blues. Como própio nome já diz, a raiz do som é o blues e como eles são da Carolina do Norte, tem forte influência do country (diga-se, ambos os ritmos são primos-irmãos). Também se destaca a semelhança (e evidente influência) do Blues Traveler, especialmente pelo modo de cantar do vocalista e pelas harmonicas, bem presentes na música acompanhando os solos de guitarra.


Para todos os meus milhares de leitores, embedo abaixo duas músicas, ambas do álbum Oktibbeha County (nome de uma cidade rural do interior do Mississipi), lançado em 2008.


Maiores informações no MySpace e no site do WSNB.





sábado, 20 de junho de 2009

Os Anos Criativos

A música é uma arte que sempre revela grandes talentos, estrelas e ídolos. Sempre foi assim, mas confesso que ultimamente tenho tido dificuldade para ouvir algo bom, original e criativo. As bandas e músicos atuais sempre me parecem mais saídos de um empresa de marketing do que de um estúdio.

Hoje em dia se faz música com o simples objetivo de fazer muito dinheiro, especialmente para as gravadoras. Quando uma banda surge, já se projetou toda imagem do artista e os passos seguintes que eles devem dar para vender milhões de DVD's e ingressos para shows, se tornando lucrativos.

Há alguns anos isso não era tão evidente, e volta e meia víamos algo novo e criativo surgindo por aí. Me recordo que há alguns anos, quando ainda morava em Pelotas, a PanSat (atual Viacabo TV) tinha o canal MTV Latino e era impressionante a quantidade de coisa diferente que se via por lá.

Na edição de abril da revista Noize, li o editorial, sob o título "Os Anos da Originalidade", que destacava que alguns anos foram especiais e importantes para a música, com o surgimento de talentos absolutos. O editorial, que era abertura para a matéria principal da revista sobre o ano de 1959 e o jazz, destacou que o rock foi abençoado nos anos de 1967, 1977 e 1991.

Tá bem. 1967 foi o ano de Hendrix, Janis Joplin, The Doors, Rolling Stones e tantos outros grandes talentos do rock. 1977 já era o ano do chamado rock progressivo, com Pink Floyd lançando Animals, e também do puro rock do AC/DC com o lançamento do álbum e filme Let There Be Rock.

E 1991? Pensei, pensei e nada me ocorreu. Daí resolvi pesquisar e qual não foi a minha supresa que muitas das grandes guinadas na histórias de minhas bandas favoritas aconteceram em 1991.

Na verdade eu iria um pouco mais além. O início da década de 90 (1990-1992) foi especial para a música em geral, pois foi nesta época que muitos artistas lançaram seus álbuns de estreia e outros tantos que beiram a perfeição, os quais são sucesso absoluto até os dias de hoje.

Vão aí alguns exemplos do que, plagiando o editorial da Noize, chamei do Anos Criativos:

1990 - Faith No More - The Real Thing





O Faith No More talvez tenha sido uma das primeiras bandas a trazer para o rock alguns elementos do rap. Após um razoável primeiro disco lançado em 1987 (Introduce Yourself), o Faith No More livrou-se do chato vocalista Chuck Mosely e contratou o irreverente e original Mike Patton. Em 1989 entrarm no estúdio e gravaram o disco que os lançou verdadeiramente no mercado musical: The Real Thing.

1991 - Metallica - Black Álbum




O Mettalica andava um pouco esquecido desde o lançamento de ...And Justice For All, em 1988. Isto porque a banda teve que se reformular após a morte do baixista Cliff Burton, aos 26, em uma estrada da Dinamarca, num acidente com o ônibus da banda durante a turnê do Master of Puppets, em 1986. Foi admitido na banda o baixista Jason Newsted, oriundo da horrível Flotsam & Jetsam e em 1988 lançaram o ...And Justice For All, que é um belo álbum, mas que não causou muito impacto. Foi em 1991, após vários anos de estúdio, que o Metallica encontrou sua redenção ao lançar o disco homônimo, mas que é popularmente conhecido como Black Album, em razão da capa toda preta.

1991 - Red Hot Chilli Peppers - Blood Sugar Sex Magik




Disparado o melhor disco do RHCP. O quarteto se reuniu em um casarão afastado do centro do Los Angeles e ficou confinado lá por três meses. Lá foram compostas e gravadas as músicas do Bloog Sugar Sex Magik que, de fato, é um álbum que traz uma clima um pouco misterioso. Isso se deve um pouco ao fato de que as músicas foram pouco ou nada modificadas após sua gravação a qual, diga-se de passagem, foi feita ao vivo.

1991 - Van Halen - For Unlawful Carnal Knowledge




O Van Halen não é lá uma novidade, afinal seu primeiro álbum é de 1978 e antes do FUCK o Van Halen já havia lançado 8 álbuns (VHI, VHII, Women and Children First, Fair Warning, Diver Down, 1984, 5150 e OU812). Este também não é o álbum de maior vendagem da banda, posto ocupado pelo 1984, com 10 milhões de cópias (o FUCK vendeu 3 milhões). Mas este disco é unanimemente considerado o melhor do Van Halen e, sem sombra de dúvidas, é disco que mostra a maturidade musical da banda. Basta ouvir Right Now.

1991 - Ozzy Osbourne - No More Tears




Depois de sair do Black Sabbath na década de 80, o maluco das trevas, Ozzy Osbourne, tentou desabrochar em carreira solo. Lançou vários bons discos como Bark at the Moon, Diary of a Madman e Ultimate Sin. Mas foi em 1991, com No More Tears e as guitarras de Zakk Wylde que Ozzy voltou a vender discos e fazer sucesso após o Sabbath. No More Tears não chega a ser ótimo, mas é um marco entre o ostracismo e o renascimento de Ozzy Osbourne

1992 - The Black Crowes - The Southern Harmony and the Musical Companion



Antológico. É que se pode dizer desse álbum que é puro rock and roll. Querem saber como eu rotulo o rock clássico: ouçam este álbum. Southern Harmony é o segundo álbum da banda (que 2 anos mais tarde lançaria seu melhor disco: Amorica) é a própria encarnação do rock. O Black Crowes conseguiu, num mesmo espírito, fazer músicas encarnadas e agitadas, alternadas com baladas fortes e backings femininos de primeiríssima qualidade, como pode-se notar na música Bad Luck Blue Eyes Goodbye. Ah, neste álbum foram lançadas Remedy, Thorn in My Pride, Sometimes Salvation, Blackmoon Crreping, dentre outras.

1992 - Rage Against The Machine




Este primeiro álbum do RATM chamou a atenção de todo mundo por três motivos: primeiro pelo som, totalmente original, tocado como heavy metal e cantado como rap; segundo, pelas letras fortes de protesto e revolução, vindas da cabeça doentia de Zack de la Rocha; terceiro, pelo excelentes solos e domínio total dos efeitos pelo guitarrista Tom Morello. É um disco que traz um som inovador e revolucionário que, sem dúvida, criou uma nova tendência no rock mundial.

1992 - Stone Temple Pilots - Core


O Stone Temple Pilots surgiu em 1986, mas foi só em 1992 que lançou seu álbum de estreia: Core. No início foi muito criticado por se parecer com Pearl Jam e Alice in Chains. Ignorando tudo isso, o disco vendeu mais de 7 milhões de cópias no mundo todo e revelou pelo menos dois grandes hits: Creep e Plush.

O Surgimento do Grunge

Em 1990 surgiu algo que considero ter sido o último lampejo de criatividade em movimentos musicais: O movimento Grunge. Surgido na cidade de Seattle/WA, nos EUA, os grunges deram um balanço especial ao rock, além de ficarem visualmente caracterizados pela roupas langanhentas e sempre compostas por uma camisa de flanela xadrez.

Basicamente 5 bandas estouraram de uma hora para outra, sendo que 4 delas tiveram estrondoso sucesso mundial: Alice in Chains, Soundgarden, Pearl Jam e Nirvana.

Este movimento foi tão forte que em 1991 foi lançado o filme "Singles", que mostrava um pouco da vida em Seattle. O filme é ruim, mas a trilha sonora é fantástica, com músicas de Screaming Trees, Paul Westerberg, Smashing Pumpukings, Mother Love Bone, além das 4 bandas já citadas. Foi neste álbum que o Pearl Jam lançou a excelente State of Love and Trust.




Neste período, vieram os discos de estreia das 4 principais bandas de Seattle, os quais mudaram de uma vez por todas o rumo do rock mundial:

1990 - Alice in Chains -Facelift



1991 - Soundgarden - Badmotorfinger


1991 - Pearl Jam - Ten



1991 - Nirvana - Nevermind




Essa época do início dos anos 90 foi tão criativa para os grunges que eles lançaram uma banda de um disco só: TEMPLE OF THE DOG, também lançado em 1991. Este disco surgiu para homenagear o vocalista da banda Mother Love Bone, Andrew Wood, morto um ano antes por overdose. O Mother Love Bone foi o embrião do Pearl Jam, pois era formado pelos músicos Jeff Ament e Stone Gossard, respectivamente baixista e guitarrista do PJ.



Com a morte de Andrew, que era amigo em comum dos músicos do Soundgarden, surgiu a ideia de homenageá-lo através desse álbum, que acabou lançando um dos grandes hits da época. A música era Hunger Strike e já contava com a participação de Eddie Vedder, recém admitido nos vocais do Pearl Jam e que hoje é a imagem da própria banda.

Nos anos posteriores, o gruge perdeu um pouco de sua força. Das 4, digamos, grandes, somente o Pearl Jam sobrevive (e muito bem) até hoje, pois o Soundgarden se desfez pela vaidade de Chris Cornell (a banda cedeu Matt Cameron para o Pearl Jam), enquanto que Alice in Chains e Nirvana se desfizeram pela heroína, consumida avidamente por seus vocalistas Laney Staley e Kurt Cobain, levando-os à morte.
Depois disso, nos anos seguintes, alguns outros excelentes talentos surgiram, tais como Dave Matthews Band, Jamiroquai, Alanis Morrisette, Ben Harper, Apocalyptica, Days of the New, Hootie & The Blowfish, Green Day e Live, apenas para citar alguns.
Contudo, não resta dúvida que a fase mais criativa da música nos últimos anos foi o início da década de 90, o que me leva a crer que os anos criativos acabaram.


*****


P.S.: TAMBÉM FOI EM 1991 QUE O XAVANTE VOLTOU PARA A PRIMEIRA DIVISÃO, GANHANDO O BRA-PEL DO SÉCULO COM UM GOL DO LAMBARI. NESTE MESMO ANO LEVAMOS A COPA CIDADE DE PORTO ALEGRE E EM 1992 CONQUISTAMOS A COPA CLÉBEL FURTADO!!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Para Lavar A Alma


A ultima vitória xavante tinha acontecido há dois meses, contra o Novo Hamburgo, pelo Gauchão 2009, vitória que nos livrou do vexatório recorde de cair sem uma única vitória, feito este só atingido pelo inigualável time da avenida. Aquela foi a primeira vitória desde o estranhíssimo 15 de janeiro, mas não teve um gosto muito bom. Ontem o Xavante voltou à baixada para jogar uma competição oficial!

Numa bela tarde de sol, alguns milhares de rubro-negros empurraram o ainda desentrosado Brasil em busca da primeira vitória na Série C de 2009.

Foi um jogo tipicamente xavante: lances de pouca técnica, erros de tirar a paciência do torcedor, pressão do adversário e... aquele golzinho salvador aos 39 do segundo tempo, quando muita gente já caminhava pela Princesa Isabel de volta para casa.

Foi uma vitória para lavar a alma!

A alegria voltou à baixada e o clima de festa serviu para dar alguma esperança ao torcedor de que as agruras de 2009 se acabaram e agora a vida volta ao normal, embalada pelo sonho de chegar à Série B.

O primeiro passo já foi dado.