quinta-feira, 30 de abril de 2009

ERJA LYYTINEN


Caraco!!

Foi isso que disse quando vi esse nome da internet. Depois vim a descobrir que era de uma cantora que fazia um som de excelente qualidade.

De origem Finlandesa, filha de músicos e nascida na cidade de Kuopio, Erja Lyytinen é uma excelente guitarrista e compositora. Além disso é especialista no uso do slide, uma técnica muito usada pelos "bluezeiros", que consiste no uso de uma espécie de dedal de metal (vide foto ao lado), que é deslizado sobre as cordas (daí o nome), o que dá uma sonaridade toda peculiar.

Os entendidos classificam o som dela com sendo blues. Eu já acho que vai mais além.  Analisando as músicas, pode-se perceber que ela pegou um dos principais elementos de blues (justamente o slide) e conseguiu casá-lo perfeitamente com o pop. Por vezes, suas músicas fazem uma pequena incursão pelo country americano, como se pode ver pela música Lei it Shine, embedada logo abaixo.

Já Grip of the Blues (também embedada) é uma música que já puxa mais pro lado pop, com alguns toques e elementos de soul (misturada ela, não), como a levada da bateria.

Por fim, a veia blues dessa cantora fica bem evidenciada na canção Everything's Fine, que possui todos os elementos clássicos de blues e mais um toquezinho pessoal.

As músicas que embedei aqui são do álbum Grip of Blues, de 2008, segundo álbum de Erja Lyytinen.






segunda-feira, 27 de abril de 2009

Esculturas Líquidas

Ando na fase fotográfica ultimamente. Já, já se encerra. Basta eu ir a uma loja de material fotográfico e ver que um kit da Nikon tá pela hora da morte. Dái ponho a viola no saco e volto para casa.

Então, aproveitando esta fase, tenho andando bastante por sites de fotos, fotógrafos profissionais, lojas, etc. Numa dessas, descobri um site muito interessante chamado LIQUID SCULPTURE, que contém fotos de pingos de diversos líquidos se espatifando.

A técnica do cara, o americano Martin Waugh, (me corrijam os técnicos se eu estiver errado) é chamada still (já vi chamarem de stand still), e consiste em usar a máquina imóvel em altíssima velocidade, captando o momento exato em que o líquido se deforma e dá forma a uma "escultura líquida".

As imagens são surpreendentes e insólitas. Belíssimas. Muitas vezes não se pode identificar como foi feito e qual o material ou superfície utilizado.

Infelizmente, por questões de direitos autorais, não posso postar nenhuma foto aqui no blog, mas basta clicar aqui para acessar a página do Liquid Sculpture, que possui muitas imagens, além de informações, inclusive sobre o processo de produção das fotografias.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Talentos Fotográficos

Como eu já disse na descrição, este blog se dedica a divulgar as coisas que eu me interesso. Um dos meus interesses, já de longa data, é a fotografia.

Muito embora eu não tenha o conhecimento técnico para casar abertura, velocidade, lente adequada para uma boa foto, eu tenho minha incursões pelo mundo das artes fotográficas, utilizando uma velhissima, porém excelente, Nikon F da década de 60, que era do meu pai e funciona perfeitamente.

Claro, as fotos não são digitais.

Mas além de fotografar eu gosto muito de apreciar e ficar navegando pelo Flickr, do Yahoo, onde descubro grandes talentos e fotos fantásticas. Dia desses encontrei um grupo com fotos só de Pelotas. é impressionante como Pelotas é fotogênica.

Mesmo suas ruínas são dotadas de uma beleza ímpar. Não sei se isso é um sentimento pessoal, por ser de lá, identifcar locais, etc. Mas o fato é que navegando neste grupo, descobri vários fotógrafos, uns profissionais, outros puros amantes da fotografia.

Neste post eu pretendo só falar destes ótimos fotógrafos pelotenses, a quem peço a liberdade de postar um palhinha e ainda indicar o link da página pessoal do Flickr.

O primeiro é um amigo já de longa data: JULIANO KIRINUS. Sempre foi um cara talentoso e habilidoso. Volta e meia ia na casa dele e ele estava enfiado embaixo do carro, desmontando a suspensão, o para-choque (segue com hífen e caiu o acento. É isso?). Daí ele foi fazer Direito, se formou e... virou fotógrafo! Ótimo fotógrafo, diga-se. Basta ver a página dele aqui, ou acessar o Flickr dele, clicando no nome ali em cima.

A propósito, acompanhando ele em um casamento, ele me contou que a primeira máquina reflex que ele manuseou foi a minha velha e boa Nikon F. [:^))

Outro amigo de muito anos é o VINÍCIUS COSTA (não, não é o árbitro). Outrora goleiro do time de handebol do Colégio Gonzaga, no qual eu era armador direito, formou-se em jornalismo e profissionalizou-se em fotografia. Outroa cara de visão e talento, com página pessoal aqui e link do Flickr no nome. Talento que pode ser visto na foto abaixo.


Nome da foto: sob luz Autor: Vinícius Costa

Os outros não conheço pessoalmente. Descobri navegando.

EDU RICKES, me parece, é fotógrafo profissional, assim como sua parenta (pelo sobrenome deve ser irmã), que também não conheço pessoalmente, MIÚDA RICKES. Para quem não sabe, Edu Rickes foi o autor daquela foto na qual o Milar aparece com asas, que correu o Brasil (encontrei ela num site sobre os times do futebol sergipano, para terem uma ideia). 

As fotos de ambos são belíssimas. Primam por uma perfeita sintonia de luz e cor.

Por fim, fiquei muito impressionado com o talento de outra fotógrafa que descobri no Flickr: FERNANDA TOMIELLO (ao que parece não é profissional). Além das fotos fabulosas que tira, me impressionou o fato de fazê-las com uma máquina da Sony, compacta, dessas que tem na Multisom. Revela um talento inato. Sempre digo que fotógrafo precisa ter um ótimo equipamento, mas ela me prova o contrário e mostra que fotógrafo tem que ter uma visão além do alcance, conforme se vê na foto abaixo.






Nome da Foto: Luz e Sombra
Autora Fernanda Tomiello



Explico duas coisas: 1) o que quero dizer por ser ou não profissional não tem nenhuma relação com a qualidade das fotos, mas sim o fato de ser a fotografia o sustento do autor; 2) não postei fotos do Edu Rickes, Miúda Rickes e Juliano Kirinus porque não estavam com download disponibilizado (direitos autorais protegidos), ao contrário do Vinícuis Costa e da Fernanda Tomiello que o disponibilizavam, publicadas com os devidos créditos neste blog.

Buenas, tem muitos outros fotógrafos de grande talento no Flickr. Mas guardo para um post futuro, mesmo porque esse já tá grande demais.

Pianotarium

Particularmente eu gosto muito de releituras musicais, especialmente aquelas que utilizam instrumentos inusitados para determinado tipo de música. Tanto gosto do Yngwie Malmsteen dando cara de rock and roll para as obras do Beethoven, quando gosto do Apocalyptica fazendo o inverso, tocando heavy metal com cellos (post futuro).

Dia desses me indicaram um site de um pianista, Scott D. Davis, que estava lançando o album Pianotarium, que é um tributo a sua banda de heavy metal favorita, o Metallica, todo relido para o piano.

Segundo a própria descrição do site, Pianotarium é o resultado de um trabalho feito com amor, diferente de outros tributos. E ressalta: todos os solos de guitarra estão lá.

E estão mesmo!!

No link abaixo, estão alguns vídeos deste pianista, tocando músicas do Metallica, Evanescence, Guns 'n' Roses e outra que não conheço. Claro, também estão no YouTube. Vale a pena conferir!

PIANOTARIUM

terça-feira, 21 de abril de 2009

Jackson Beltrame





Acho que ano era 1997, ou 98. Na época ainda era aluno de bateria do Luke Faro em Pelotas e, numa de suas aulas, me comentou sobre um show de um trio que estava formando, o Trio G3, ou coisa parecida, que além dele contava com Vezo Campos, no baixo, e Jackson Beltrame, na guitarra.

O repertório? Yngwie Malmsteen, Steve Vai, Joe Satriani, Gary Moore, etc.

Então fomos eu, o Mano e o Gugu prestigiar nosso professor, lá no auditório da faculdade de música da UFPEL, um lugar pequeno e bem simples.

Sendo o repertório formado apenas por músicas instrumentais de grandes guitarristas, acabou se destacando o Jackson Beltrame. Sinceramente, ao vê-lo no palco, tímido e com a guitarra colocada na altura do peito, achei que ia ser um grande mico. Já no primeiro acorde, estoura uma corda da guitarra e quase se confirma meu temor. Sorrisos amarelos tomaram conta do ambiente.

Esses sorrisos logo foram substituídos por bocas abertas. O trio era fantástico e o Beltrame mandava bem pra cacete. Praticamente não errou um único solo, mesmo aqueles repletos de arpejos que, aliás, parece ser sua especialidade.

Eis que dez anos depois, navegando pelo YouTube, encontro um vídeo postado pelo próprio Beltrame. Uma composição própria filmada em detalhes justamente para que ele pudesse demonstrar sua habilidade.

Então, seguindo a série dos guitarristas, vai o vídeo do Jackson Beltrame, um guitarrista muitíssimo habilidoso lá das grotas de minha cidade natal.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Baixa no Elenco Xavante

Com o fim do Gauchão pro Brasil e o previsto rebaixamento, iniciaram-se as dispensas e novas contratações para a Série C. Foram mantidos os jogadores de melhor aproveitamento, tipo o Cléber, Alex, Kelson, Edenilso, etc.

Dentre estes estava o Magno, que é um meio-campo beeem habilidoso. Demais até para nosso time, e que sempre nos trazia uma pontinha de esperança com alguma jogada individual, ou alguns daqueles chutes colocados de fora de área.

Pois não é que o guri vai embora??

Previsível, não? Mas é de se lamentar, porque esse jogador em um time planejado seria um grande diferencial para o Xavante na Série C.

Pelo menos, o Brasil, que tinha contrato com ele até 23 de novembro recebe algum dinheiro por conta da multa rescisória. Ou não!! Isto porque quem levou o guri foi o Vasco e há um boato (li na internet) que se a venda do passe fosse feita a algum time das Séries A ou B, o Brasil nada receberia.

Em resumo, ficamos sem um grande jogador e sem dinheiro. Mais uma "boa" notícia neste fabuloso 2009!!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Brasil X Botafogo


Grande iniciativa do Fogão, que hoje passou a ser meu time na primeira divisão do Brasileirão.

Clube tradicional do Rio de Janeiro e do Brasil, o Botafogo lançou o projeto Estrela Solidária (em alusão a como é conhecido por seu escudo - Estrela Solitária), que é um projeto social em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro que vai disponibilizar profissionais de vários esportes buscando a socialização de crianças carentes e escolas públicas, permitindo a iniciação destes no esporte.

Este projeto será realizado somente no Rio de Janeiro, mas o Presidente do Botafogo, Maurício Assunção, optou por lançar o projeto aqui no Rio Grande do Sul. Mais exatamente em Pelotas. Mais exatamente, ainda, na Baixada.

Assim, o Botafogo e Brasil de Pelotas agendaram um amistoso para o dia 26 de maio, na Baixada, que servirá como lançamento do projeto Estrela Solidária pelo Botafogo e como preparação do Brasil à Série C, que inicia dia 31 de maio com uma pedreira contra o Marília/SP fora de casa.

De quebra, será um jogo para atrair grande público à Baixada, o que permitirá ao Brasil arrecadar alguns mirréis antes de sair em busca da tão sonhada Série B brasileira.

Destaco que o Fogão marca este amistoso no meio do Campeonato Brasileiro, pois aproveitará a vinda à Porto Alegre no dia 24, onde joga com o Grêmio pela terceira rodada, para, depois, se deslocar à Pelotas e jogar este amistoso.

Uma atitude digna de um clube grande, sensibilizado pela situação do Xavante, que vai à Pelotas nos ajudar a arrecadar e nos preparar para a Série C.

VALEU FOGÃO!! SEJAM BEM-VINDOS À BAIXADA!!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Novo Blog

Em breve, vou criar um novo blog, para aqueles que se interessam por assuntos exclusivamente jurídicos.

Pretendia que este blog pudesse falar tudo, inclusive dos assuntos jurídicos, com os quais trabalho diariamente.

Entretanto, acabou que esse blog vai ficar pra falar abobrinha, enquanto que no outro vou tratar de assuntos jurídicos.

Por enquanto só reservei o "domínio", que é http://ojuridiques.blogspot.com.

Em breve!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A Primeira Vitória

Enfim, na última rodada, veio a tão esperada vitória xavante!! Essa vitória veio só para afastar o fantasma da queda "invicto", situação que ocorreu com nosso co-irmão, que rezava para que alcaçassemos essa proeza.

Mas não sucumbimos e ganhamos na última. E de goleada: 1 a 0.

Os co-irmãos têm dito que é muita mediocridade comemorar uma vitória na última rodada, que estão rebaixados e blá, blá, blá. Só que, diferentemente daquele já longínquo 2004, nós vivemos um ano negro e atípico, por tudo que já se falou.

Já eles tiveram preparação em tempo adequado, selecionaram suas contratações, tiveram dinheiro disponível para isso e jogaram 26 (vinte e seis jogos), "conquistando" 12 empates, 14 derrotas e ZERO vitórias. Tá lá no Diário Popular de 31 de maio de 2004. Percentualmente, fizeram 15,38%.

Essa vitória veio para lavar a alma, quebrar aquela barreira psicológica da primeira vitória e ajudar o clube a ganhar confiança e iniciar sua reformulação, que já começou com a dispensa de 15 jogadores. A lamentar, só a dispensa do excelente goleiro Luiz Carlos, que volta ao Inter.

Aguardemos a Série C.

terça-feira, 31 de março de 2009

Yngwie Malmsteen













Na toada dos grandes guitarristas, iniciada com Zakk Wylde, é a vez de Yngwie Malmsteen, guitarrista sueco, de formação erudita, que acabou se destacando por trazer roupagem de heavy metal a grandes obras da música clássica.

Nascido em 1963, em Estocolmo, Suécia, com o nome de Lars Joahn Yngwie Lannerbäck, não tinha qualquer interesse pela música até que, assistindo TV em 1970, viu Jimi Hendrix (terá post no futuro) quebrar e atear fogo em sua Fender Strato creme, no festival psicodélico Woodstock. Com evidente intuito destrutivo e piromaníaco, Yngwie ficou vidrado naquelas imagens e, desde aquele momento, iniciou um aprendizado sobre o instrumento que hoje domina como poucos.

Garoto problema e briguento, aos 15 anos Yngwie largou os estudos e dedicou-se à arte da luteria, através da qual descobriria um escalonamento de trastes diferenciado em sua guitarra, ajuste que tornou possível obter resultados impressionantes.

Malmsteen fez parte de apenas duas bandas, as deconhecidíssimas Alcatrazz e Steeler. Assim, em 1984 partiu em carreira solo, misturando heavy metal e música erudita em uma combinação única e surpreendente. Lançou vários álbuns e chegou a figurar na posição nº 60 da Billboard (algo inédito para um disco inteiramente instrumental).

Em 1987 sua carreira quase chegou ao fim, quando acidentou-se e ficou uma semana em coma, perdendo parte dos movimentos de suas mãos. Só um susto para quem, apenas um ano mais tarde, lançaria o seu álbum mais aclamado pela crítica: Odissey.

Uma de suas técnicas mais apuradas é o arpejo. O aprimoramento desta técnica le permitiu tocar na guitarra músicas eruditas, como a e a 9ª Sinfonias de Beethoven, além de diversas outras músicas eruditas e tantas outras versões de música pop, tais como fez com Gimme, Gimme, Gimme, sucesso do Abba nos anos 80, que vai embedada acima.

Dentre seus últimos projetos, Malmsteen integrou, no ano de 2003, a turnê da aclamada G3, ao lado de Steve Vai e Joe Satriani, idealizadores do projeto, do qual resultou o álbum Rocking in a Free World.
Como de costume, embedo algumas amostras do sujeito. Como já disse, Gimme, Gimme, Gimme, do Abba em versão heavy metal e um vídeo no qual ele demonstra as técnicas do arpejo na múscia Arpeggios From Hell.

sábado, 28 de março de 2009

Zakk Wylde









Seguindo o rumo da música, vou fazer alguns post sobre grandes guitarristas e hoje inicio com Zakk Wylde, o menino prodígio descoberto pelo Ozzy que virou a principal atração dos shows de seu mentor.

Nascido em 14 de janeiro de 1967 com o nome de Jeffrey PhillipWiedlandt, Zakk Wylde manifestou seu interesse pela guitarra aos 15 anos e, desde então, o instumento passou a reger sua vida, a quem dedicava 12 horas diárias de estudo.

Tanto esforço teve como resultado a vaga de guitarrista do Ozzy aos 19 anos, uma responsabilidade e tanto para o sucessor de Randy Rhoads e Jake E. Lee.

Mas ele não só não decepcionou como criou um estilo próprio de tocar, dando nova vida ao som de Ozzy Osbourne, tornando-se co-autor de suas músicas e traçando, a partir dali, uma carreira própria.

Zakk é considerado mestre dos pinch harmonics, ou hamônicos artificiais, característica que permite identificá-lo desde o primeiro solo. Além disso, Zakk tem como características os solos baseados no uso da escala pentatônica menor e das palhetadas alternadas (roubei essas informações de um site sobre guitarristas).

Atualmente, Zakk Wylde é considerado um dos principais guitarristas do heavy metal mundial, alternando atividades entre sua banda, o Black Label Society e o Ozzy Osbourne.

Nos vídeos, os solos das músicas farewell ballad e losing your mind, em imagem detalhada que mostra muito bem a técnica diferenciada deste guitarrista

quarta-feira, 25 de março de 2009

A inevitável queda


QUE ANO!!

Esta deve ser a frase mais dita pelos Xavantes, desde o fatídico 15 de janeiro de 2009, dia do desmonte de um clube quase centenário. Um evento que nem Nostradamus seria capaz de prever.

Desde este dia, as notícias, ou melhor, as más notícias foram despejadas em nossa cabeça sem dó nem piedade. Começou com a notícia do acidente, seguida pela confirmação da morte do Milar, do Régis e do Giovanni. Continuaram naquele 16 de janeiro: Edu, Xuxa, Armando... todos feridos e afastados de suas atividades. Há uma semana do início do Gauchão.

Decidimos participar sob a promessa de ajuda dos "grandes" (merdas) do nosso estado. Mandaram duas perebas e no meio do campeonato tiraram um deles. Mas o problema era nosso mesmo.

Iniciou-se a maratona. Insuperável para qualquer time. Mas ficamos lá, encarando cada adversário, recebendo hostilidades das torcidas adversárias (alguns imbecis acreditam que o Brasil tirou vantagem da tragédia). Acumulamos derrotas. Nos agarramos à última posição, apesar da luta e da garra.

Veio o jogo contra a Ulbra e mais más notícias: goleados por 5 a 2 na baixada, com briga generalizada e suspensão de 3 jogadores do Brasil, no dia da saída do Claudião.

Mas não parou por aí. Levamos 7 a 0 do Inter, no jogo mais covarde do Brasil este ano. Perdemos Rafael Paraíba, dispensamos jogadores e recebemos a notícia que a série C será pro forma, um verdadeiro mico.

Para completar, ontem, apesar de sairmos na frente do placar pela primeira vez no Gauchão, perdemos mais uma e confirmamos, de fato, o inevitável rebaixamento que se desenhou naquele 15 de janeiro de 2009.

Apesar disso, não me entristeço e gostaria que os Xavantes também não se entristecessem. Isso já aconteceu conosco em outras oportunidade. Voltamos!! Somos tri-campeões da segundona (1961, 1991 e 2004)!!! Ninguém conhece ela melhor do que nós. Não tenho dúvidas que a história vai se repetir.

Não sei se levaremos um, dois ou seis anos para voltarmos. Mas ergamos nossas cabeças em direção ao futuro, pois já mostramos toda a capacidade de nos recuperarmos de uma queda. Já outros times conhecidos...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Museu do Futebol




Essa semana estive em São Paulo e, com tempo livre, fui ao Pacaembu conhecer o Museu do Futebol, que é um projeto da CBF com o apoio da Prefeitura de São Paulo e da Rede Globo.

Fiquei bastante surpreso com a modernidade e os formatos das exposições, em suas maioria interativos, permitindo que o visitante escolha, por exemplo, assistir a uma mesma jogada clássica do futebol com várias narrações diferentes.

Logo no início o visitante entra em um saguão com pé direito duplo e as paredes repletas de badulaques dos times brasileiros. Escudos, camisetas, flâmulas, cartazes antigos, etc preenchem todos os espaços em branco.

De cara, encontrei um cartaz muito antigo do Pelotas, que no escudo ainda exibia as letras SCP (Sport Club Pelotas), depois abrasileiradas para ECP. O jogador, nº 11 chamado Suzana (com A mesmo - ninguém ouviu falar dele), traja camiseta azul com listras amarelas e touca, provavelmente do início do século passado.

Olhando as paredes encontrei escudos e camisetas de vários times gaúchos: São Paulo de RG, Rio Grande, Caxias, Juventude, Pelotas, Renner, dupla Gre-Nal e muitos outros que não recordo de cabeça neste momento. Mas nada do meu xavante.

Subi as escadas meio desapontado e fui percorrendo os corredores do museus, que fica logo abaixo das escadas do Pacaembu (belíssimo estádio, por sinal). Conheci as locuções de rádio das décadas de 30 a 60. Assisti a gols antológicos narrados por diversos narradores. Senti a vibração da torcida nos subsolos do estádio e relembrei a história de todas as Copas do Mundo.

Em uma breve exposição de objetos, bolas das décadas de 20, 30, 40 e 50, chuteiras (!!) da mesma época e a camiseta do Pelé da Copa de 70. Quase duas horas depois e nada do Xavante.

Eis que, no último setor do museu uma tabuleta anunciava: "Conheça os 128 principais times brasileiros." Critério: ter participado pelo menos uma vez da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.

Corri p letra B e lá estávamos nós: BRASIL DE PELOTAS/RS!! E nada do co-irmão! :^) Saí de lá satisfeito por ver que, mesmo fazendo pouco, somos parte da história do futebol brasileiro.

Embora tenha sentido falta da exposição de objetos (camisetas, troféus, etc) e de um pouco mais sobre os clubes que fazem o nosso futebol, valeu a pena conhecer o museu, que nos dá uma noção da grandiosidade do que vem a ser esse tal futebol.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Redoma





Vai aí mais uma dica de música, especial pra quem curte um metal beeeem barulhento.

Há alguns meses minha senhôra ganhou convites para um evento no Pepsi On Stage, no qual tocariam várias bandas, dentre as quais, fechando o evento principal, a Banda O Rappa.

Chegando lá, tocava um tal de Zack Ashton. Um reggaezinho mais manjado que o golpe do bilhete premiado, mas que atraiu muita gente para bem perto do palco. Entre uma música e outra, naquele intervalo sem barulho, pude ouvir um ruído paralelo, vindo do pátio.

Curioso fui atrás e havia um palco secundário montado. Sobre o palco três rapazes e uma moça faziam uma zueira daquelas. Fiquei observando e acabei por descobrir essa excelente banda de heavy metal, daqui de Porto Alegre, que tem evidentes influências de System of a Down (basta ouvir a música Inércia, embedada acima, para confirmar), além de um pouco de Slayer e mais um pouquinho de Pitty (até porque os vocais são femininos, o que produz uma inevitável semelhança).

Os integrantes (Cássia - vocais, Nuclear - Guitarras, Duduh - baixo e Junks - batera), trajados à carater com roupas pretas, de couro, cabelos esquistos, coloridos, piercings e tatuagens, fizeram um show digno e prenderam a atenção das pessoas que ali estavam, fazendo valer aquela noite (o xô do Rappa foi beeeeeeeeeeeem sem graça).

Como sempre, embedo duas músicas para que se tenha uma palhinha do trabalho realizado por esse pessoal. Mais sobre eles poder ser conferido na página deles no MySpace.

terça-feira, 17 de março de 2009

Desejo

Tem coisas que só acontecem conosco. Já outras só acontecem com os outros.

Prova disso é o chá de sumiço que tomou aquele zagueiro do Grêmio, o desconhecido Mário Fernandes. Porquê isso não acontece conosco?? Porquê???