domingo, 18 de abril de 2010

A Ressureição do Alice in Chains


Lendo a Playboy de outubro (sim, a Playboy tem leitura), na semana passada, notei uma tímida página que falava sobre cultura, filmes e música. Logo ao fim da página, uma manchete em letras reduzidas dizia "O Grunge Não Morreu". Vi que a reportagem fazia referência a dois álbuns lançados no final de 2009, o Backspacer, do Pearl Jam e um outro álbum preto, o qual o editor não mencionou o nome do autor.

Contudo, uma frase enigmática no pequeno texto me chamou a atenção: "...William DuVall substitui nos vocais o falecido Layne Staley...". A partir daí percebi que a matéria tratava do novo álbum do Alice in Chains. Fiquei surpreso com este álbum, pois a banda havia se dissolvido após a morte do vocalista Layne Staley, em abril de 2002, por overdose de "speedball" (combinação de cocaína com heroína).

Staley tinha uma voz inconfundível, profunda, triste e parecia estar sempre lamentando algo quando cantava. Dava um ar sombrio e misterioso às performances do Alice in Chains. Basta ouvir Down in Hole para entender.

Segundos após ler a resenha, fui para a internet buscar o download do álbum Black Gives Way to Blue, que em tradução de enorme licença poética, significa "o luto dá lugar ao lamento". Mais ou menos isso.

Concluído o download, rodei a primeira música, e quase caí da cadeira: a voz e forma como DuVall canta tem mórbida semelahança com Staley. Sentia como se fosse o próprio Staley cantando, vivo. Como se nada tivesse acontecido.

Voltei a 1992, ao álbum Facelift e identifiquei nesse novo disco o bom e velho Alice in Chains, vigoroso, sombrio e pesado, sem perder sua identidade inicial.

Staley é inimitável e ficará na história do "grunge"/metal, da música e da própria banda.
Já DuVall honra seu antecessor a cada frase, cada estrofe, a cada música. Um substituto de respeito à Staley. E um substituto em respeito à Staley.

Um grata supresa para mim. O grunge não morreu! E o Alice in Chains ressucitou, vigoroso como nos velhos tempos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fiasco

O Brasil de Pelotas foi o protagonista, no sábado passado, de um dos maiores fiasco de seus quase 100 anos de história: a eliminação precoce do Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão. Ficou em sétimo lugar, de um total de oito (o oitavo foi o também pelotense, Grêmio Atlético Farroupilha), sendo que dos oito, seis passariam para a fase seguinte.

Acompanho o Brasil desde os anos 80, e jamais tinha visto um time tão ruim, desqualificado e sem vontade. Por piores que fossem os times passados, os jogadores entravam em campo com a faca entre os dentes, e buscavam a vitória a qualquer preço.

Desde o acidente, eu sempre enxergai uma grande motivação da diretoria, dos jogadores, da torcida e todos que de um jeito ou de outro queriam um Xavante maior e melhor. Conseguimos um bom patrocínio, setorizamos o clube, melhoramos a estrutura, o alambrado, a drenagem.

Além disso sempre achei (e continuo achando) que o trabalho do Presidente Hélder Lopes era bem feito. Ele arrumou as contas e desfez a mácula de contumaz inadimplente criada por outras administrações. Elevou o nome do Brasil a bom pagador de salários, situação que nos rendeu uma matéria na Zero Hora e nos sites do Grupo RBS.

Apesar de todo o esforço, um clube de futebol não se resume apenas ao setor administrativo. Precisa entrar em campo, jogar, ganhar, lutar e, acima de tudo, buscar metas que devem ser tratadas antes do início dos campeonatos. Precisa de bons jogadores.

Em 2010, toda a boa impressão que tive do clube desapareceu. Não vi um único bom jogador no time (e isso inclui Jair e Alex). Não vi mobilização da torcida. Não vi luta em campo. Não vi organização.

Tivemos períodos ruins em outras épocas, todos sabem. Mas jamais ficamos pelo caminho da forma como ficamos: apáticos, derrotados e resignados. Em outras épocas, a torcida lotaria o Bento Freitas e cobraria com veemência a luta dos jogadores e atitudes da diretoria. As vezes, com excesso de veemência.

Este nem isso. Pingados mil e poucos torcedores viram uma magra vitória de 1 a 0 e a eliminação na primeira fase. Sairam ordeiramente do estádio, de cabeça baixa rumo às suas casas.

O resultado dessa segundona nada mais é do que espelho de erros históricos desta e de outras administrações. Acredito que os dirigentes devam entender tanto de futebol, quanto de administração. Não adianta confiar a contratação de jogadores a uma única pessoa, nem contratá-los por DVD.

Que tudo isso seja recebido como uma grande lição e sirva para que possamos recuperar nosso orgulho.

Agora, o Xavante só volta a campo em agosto. Muito tempo para que possamos parar, pensar e ajustar o que está errado. Senão, com Caxias e Juventude no nosso grupo, a Série D do Brasileiro é certeza.

De se lamentar os brados de alguns que querem o oportunista retorno da dupla Érico/Montanelli. Afinal, eleições no fim de ano...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Virtuosismo ao Extremo

No dia 26 de outubro de 2006 apresentou-se em Porto Alegre uma turnê muito especial. Um projeto de três dos melhores guitarristas do mundo, capitaneados por Joe Satriani, chamado G3, que gira o mundo mostrando o melhor do virtuosismo, com solos inacreditáveis, distorções absurdas e músicas fantásticas. Além do Satriani, completavam a tour os shows dos guitarristas Eric Johnson e John Petrucci.

Eles foram protagonistas de três mini shows individuais fantásticos, além de um mini show coletivo de encerramento, onde eles tocaram a mais bem tocada Rockin' in The Free World que eu já vi (naturalmente, depois da versão da AdNutum, minha banda).

Mas uma pessoa em especial me chamou a atenção naquela noite (e de todos que lá estiveram). Um cara que normalmente ficaria escondido, como de praxe, quase se tornou a principal atração da noite: Mike Portnoy.

Baterista do Dream Theater, Portnoy acompanhou o amigo e colega de Dream Theater, John Petrucci, em seu projeto solo. Quase relegou o protagonista ao status de coadjuvante.

Do fundo do palco, Portnoy era capaz de fazer viradas rápidas, mudar o compasso, marcar no contratempo, sem sequer piscar. Uma técnica apuradíssima, quase inimitável. Quem toca bateria sabe o quanto isso é difícil.

Eu tentei guardar aquela noite pra sempre na minha mente, imaginando que jamais veria novamente aquele cara tocar.

Para minha surpresa e deleite, na terça-feira passada tive o privilégio de vê-los novamente ao vivo, agora com o Dream Theater, no Pepsi On Stage.

O Dream Theater apresentou um show baseado no seu último disco (que não conheço) e mesmo assim conseguiu fazer uma apresentação estupenda, embalando e agradando a todos que preferiram sair de casa para assistir música de boa técnica ao rock/pop/comercial do Guns and Roses, que se apresentou na mesma data (num outro fuso horário) no estacionamento do Sesi.

E quem foi ao Pepsi On Stage não se arrependeu. Repleto de solos, o show levou o virtuosismo ao extremo e conseguiu mostrar a apurada técnica de cada um dos músicos, em especial do guitarrista John Petrucci e do baterista Mike Portnoy que, carismático, comandava o público tocando em pé, acenando com as baquetas e fazendo caras e bocas para a micro câmera acoplada na estante de um dos pratos.

Petrucci e o baixista John Myung não deixavam por menos e, de longe, pareciam ter dez dedos em cada mão. O tecladista Jordan Rudess impunha excelentes arranjos às músicas, mas por vezes pecava pelo excesso de barulho. O vocalista James LaBrie fez o necessário. Cantou dentro do tom e saiu do palco sempre que o instrumental tomava conta.

Depois de 2 horas os caras encerraram uma noite perfeita, com a promessa do voltar em breve.

Graças a Deus, Porto Alegre entrou na lista das grandes tours!

Abaixo, seguem uns videozinhos para ilustrar o que eu falei.






quarta-feira, 3 de março de 2010

A Lua




Aproveitando que meu time é a vergonha da segundona, tenho olhado bastante pro céu e navegado pela internet, principalmente em busca de informações fotográficas.

Recentemente comprei uma lente Nikon 70-300 que tem o defeito de ter foco manual, um grande problema para um míope/astigmático grave como eu, mas uma baita lente quando consigo acertá-lo.

Numa dessas andanças, acessei o blog do Jefferson Bottega, que o cara que manda na fotografia do grupo RBS, e vi uma belíssima foto da lua, tirada na sua fase cheia. Fantástica! Aliás, o blog do Jefferson é repleto de excelentes imagens dele e de fotógrafos do grupo RBS e do mundo. Vale a pena acessar.

Curiosamente, eu tinha tentado tirar várias fotos da lua por esses dias, aproveitando a minha lente de longo alcance. Só que o máximo que eu conseguia era uma porra de um ponto branco que teimava em ficar sem definição. Um irritante borrão.

Despretensiosamente, fiz um comentário no blog do Jefferson, pedindo uma dica.

Atenciosamente, ele se deu o trabalho de acessar este blog e postar um comentário com algumas dicas para que eu conseguisse fotografar a lua e... voilá! CONSEGUI!

Claro que não saiu perfeita, mas pelo menos a gente consegue ver que É A LUA, já na sua fase minguante. É possível definir até as crateras na parte lateral dela. Pra mim tá linda!

Então, seguem minhas duas primeiras luas, obtidas com uma Nikon D3000, lente Nikkor 70-300, 1/500 F 13, Iso 1600, tiradas ontem (02/03) e hoje (03/03). Prometo melhorar.
P.S.: as posições dela estão diferentes pq eu sou o típico fotógrafo amador preguiçoso. Numa fiquei na janela do quarto. Tive que me contorcer. Na outra resolvi deixar a preguiça de lado e fui até a frente do meu prédio. Por isso a diferença de posição.

sábado, 30 de janeiro de 2010

METALLICA



No dia 28 de janeiro tive o privilégio de assistir pela segunda vez o show da melhor banda de heavy metal de todos os tempos, o Metallica.

Nascido em 1981, o Metallica dispensa apresentações. Mesmo antes de lançarem o primeiro álbum, o Metallica foi afastado da tour do Ozzy Osbourne, para quem abriam o show. Motivo: faziam mais sucesso que astro.

Originalmente formando pelos líderes James Hetfield e Lars Ulrich, a primeira formação tinha no baixo Ron McGovern e nas guitarras Dave Mustaine, formação que se desfez antes da gravação de Metal Up You Ass, primeiro álbum da banda, rebatizado para Kill 'Em All, em 1983. Para o lugar deles, Kirk Hammett e Clif Burton.

O Metallica foi o criador do thrash metal, que é gênero derivado do puro heavy metal, com alguns toques de instrumentalidade e que permite alguns dedilhados e músicas mais elaboradas.

O sucesso de Kill 'Em All foi tão grande que logo no ano seguinte, em 1984, veio o segundo álbum da banda, Ride The Lighting, que reúne vários clássicos como For Whom The Bell Tols, Creeping Death (que abriu o show do dia 28), dentre outras.

Em 1986, foi lançado Master of Puppets que, para mim, é melhor álbum da banda, perfeito do início ao fim. Mas foi neste mesmo ano, na tour de lançamento do álbum que um acidente ceifou a vida do excelente Cliff Burton, em uma estrada da Suécia. Parecia o fim da banda, que cancelou a tour e saiu de cena por algum tempo.

O retorno veio com o lançamento do EP Garage Days Re-Revisited, repleto de covers das bandas que influenciaram o Metallica. Um petardo com a apresentação aos fãs do novo baixista, Jason Newsted, oriundo da Flotsam & Jetsam.

Em 1988 veio o primeiro álbum de estúdio após a morte de Burton: ...And Justice For All. Outro grande álbum, mas que peca pela produção, que tirou os graves dos bumbos e aliviou a distorção e o peso das guitarras.

Revigorado pelo retorno e pelo relativo sucesso de ...And Justice For All, em 1991 o Metallica preparou um obra prima para seus fãs, quando lançou o Black Álbum, considerado por muitos e pelos críticos o melhor álbum da banda. Enter Sandman lidera a lista de hits, seguida por The Unforgiven, Nothing Else Matters e a pesadíssima Sad But True.

Depois disso, o Metallica passou por um período de letargia criativa. Vieram, na sequencia, os álbuns Load, Reload, Garage Inc. (outro álbum de covers, que incluia os demais EP's de covers gravados nos tempos de Burton) e St. Anger, este último em 2003, que talvez tenha sido a fase mais conturbada do Metallica.

Este período está retrado no DVD Some Kind of Monster. A briga com Jason Newsted, as brigas entre James e Lars, o afastamento de James da banda, a suspensão das gravações do disco. Tudo isto pôs à prova todos os anos de estrada e sucessos do Metallica, já abalados pela briga com o Napster e com um princípio de boicote dos fãs aos discos Load e Reload, os quais eram considerados excessivamente comerciais.
Mas eis que o Metallica renasce das cinzas. Com produção de Rick Rubin (já comentada em post anterior), o Metallica recuperou o vigor dos tempos de ouro. Recobrou os sentidos, contratou o ótimo baixista Robert Trujillo (ex-Ozzy) e lançou o álbum Death Magnetic, de 2008, seguramente um dos mais pesados de sua história.

O show do dia 28 me trouxe a certeza que o Metallica, depois de quase 30 anos de estrada, permanece sendo e sempre será a maior banda de heavy metal de todos os tempos. E esta certeza começa já no momento em que as luzes que ficam para o público se apagam e se vê nos telões a cena do filme Ecstasy of Gold. Todos gritam e a trilha de Enzo Morricone anuncia: aí vêm eles!

Creeping Death chega matadora. Uns choram. Outros urram. Eu só corri em direção ao palco.

Dali, durante 2 horas, o Metallica nos privilegiou com grandes clássicos e sucessos, organizados em um set list que beirou a perfeição. Encerramento com o petardo Seek & Destroy, que fechou de forma genial o verdadeiro espetáculo proporcionado ao público porto-alegrense.

Ponto negativo para a bagunça causada pela Opinião Produtora, que não tem as menores condições de montar um evento dessa magnitude. Além da lama onde o público chafurdou por duas horas, havia muita lama e entulhos no caríssimo estacionamento oficial de R$ 15,00. Quem parou lá, precisou paciência para aguradar duas horas e meia para sair.

Mas nem isso, nem a gafe de James (que disse várias vezes ser esta a primeira vez do Metallica em POA) foram capazes de tirar o brilho da apresentação de gala que os quarentões do heavy metal nos proporcionaram.

METAL UP YOUR ASS!!!!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

1 Ano da Tragédia



Daqui há três dias, no dia 15 de janeiro, os xavantes irão reviver um episódio que marcou profundamente a história do clube e mais profundamente a vida de três famílias, que perderam seus pais, maridos, filhos e irmãos para uma curva mal feita (tanto pelo engenheiro, quanto pelo motorista).

Para que esta tragédia, que praticamente
desmantelou nosso rubro-negro, não seja esquecida, o Brasil lançou hoje a campanha "15 de janeiro de 2009 - O dia que superamos", que conta um pouco do trauma e da superação deste fatídico dia.

Acima, reproduzo as imagens que ilustram a campanha e embedo, logo a baixo um vídeo institucional, em memória de Cláudio Millar, Régis Gouveia e Giovani Guimarães, vítimas fatais do acidente.

Sexta-feira, 15 de janeiro, vamos nos vestir de vermelho e preto em homenagem a eles e nosso clube!

E que venha 2010!!



quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Saída de Cena





A máquina da foto acima é uma excelente e velha Nikon F, produzida na década de 60 (1964, pelo que me consta). Lá pela década de 70, quando fotografia era uma raridade entre amadores, meu pai comprou essa máquina de um fotógrafo lá de Pelotas, o Robles, que por anos e anos manteve um lambe-lambe ali na XV de Novembro.

Pois desde que meu pai comprou essa máquina ela virou um xodó, atravessou décadas e tirou milhares e milhares de fotos, sem nunca parar. Eu me "adonei" dela há alguns anos e sempre tentei utilizá-la no dia-a-dia.

O problema eram os vários incômodos: 1) conseguir filme hoje em dia é um parto - revelar então, só material vencido; 2) tu nunca sabe como ou se a foto saiu, ou se ficou boa, etc; 3) a falta de uma lente com zoom me obrigava a andar com três lentes (uma de 50mm, uma de 70mm e outra de 105mm) que eram trocadas a cada situação e invariavelmente me faziam perder a foto; 4) o filme limita o número de poses, coisa que não ocorre com as digitais.

Então resolvi criar coragem e admitir que ela estava superada. Abri a mão, me endividei por 10 meses e comprei minha D3000, que já era um pequeno sonho há algum tempo.

Agora ficou fácil. Só basta aprender a fotografar.



sábado, 2 de janeiro de 2010

2010!!

No meu primeiro post introspectivo-folosofico-sentimental, venho dizer que ando otimista com esse 2010 que se inicia.

Será um ano de muitas mudancas pessoais. Sarei de Porto Alegre, apos 7 anos, para retornar a Pelotas, em busca de um novo ritmo de vida.

Me aventurarei a ter meu proprio escritorio. Faremos reformas e moraremos na casa do Laranjal. Alem disso, entro o ano com uma D3000 novinha em folha, q ha tanto tempo eu sonhava.

Acredito que meu xavante vai dar a volta por cima, e que as coisas darao certo para mim e para minha esposa no plano pessoal-profissional-residencial.

Entonces, galera, FELIZ 2010!!!

P.S.: com perdao pela ausencia de acentos, cedilhas, etc, pois faco a postagem desde um dispositivo movel.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Novo Escudo?


Dia desses entrei na página oficial do Brasil e lá estava estampada uma das grandes novidades: o novo escudo Xavante. Novo escudo???

Pois é.

A ilustração acima mostra alguma pequenas, mas substanciais alterações no nosso tão clássico escudo. A primeira vista, podemos ver que achataram nosso brasão. Ficou arredondadinho, gordinho. Podemos dizer agora que temos um escudo fofinho!

Com alguma análise um pouco mais detalhada, vê-se que algumas linha afinaram, ganharam formas menos rebuscadas, além do que aumentaram o "E" da parte central, e reduziram a curvatura dos semi-círculos que adornam nossas iniciais.

As justificativas do clube estão no site, aqui linkado.

Segundo eles, o objetivo é "modernizar a marca", facilitando a reprodução do escudo em produtos a serem vendidos pelo clube.

Tá bom! O motivo é nobre. Mas convenhamos que modificar nosso escudo, às portas de completarmos um século é meio inapropriado. Justamente naquele momento em que os clubes resgatam suas camisetas e símbolos históricos! E para nós, xavantes, nada mais histórico e diferenciado que o nosso brasão! Não há semelhante no mundo.

Não resta a menor sombra de dúvida que os clubes precisam se modernizar, especialmente dentro de campo. Também não discordo do fato que, hoje em dia, só se sobrevive no futebol com um bom marketing, uma boa apresentação. Entretanto, algumas mudanças entendo desnecessárias.
Só falta nos apresentarem uma camisa roxa (ou amarela. Já imaginou?).

Melhor nem dar a ideia.
P.S.: detalhe é que nem mesmo o site oficial do clube adotou o "novo" escudo

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Rick Rubin


Este é um post diferente. Vou falar de música, mas desta vez não de uma banda ou de um músico especificamente. Nem vou embedar vídeos e players. Vou falar de um cara que fica por trás das músicas e álbuns que tanto ouvimos.

Dia desses estava ouvindo um cd (sim, eles ainda existem) e, estava lendo os créditos no encarte (sim, o cd era original), como sempre faço, em busca dos nomes dos autores das músicas, das letras. Passando todos estes créditos, lá no finzinho, estava escrito: Producer - Rick Rubin.

O cd em questão era o Blood Sugar Sex Magik, do Red Hot Chili Peppers que, para mim, é o melhor cd da banda e logo chama a atenção por sua produção crua e despojada. Este cd, aliás, foi gravado de modo insólito: a banda se reuniu em um casarão durante três meses e gravaram as músicas tocando ao vivo, sem retirar da gravação os ruídos.

Então me ocorreu que eu já tinha visto o nome de Rick Rubin em um cd recentemente lançado. Pensei, pensei e ... bingo! Metallica, Death Magnetic. Pensei mais um pouco... Johnny Cash. Mais um pouco... Slayer.

Daí me dei conta da importância e da grandeza do trabalho deste que hoje é considerado um dos principais produtores musicais nos Estados Unidos. Ele que começou produzindo bandas de heavy metal, hoje diversificou sua área de atuação, trabalhando com Shakira, LL Cool J, Melaine C (ex-Spice Girls).

Uma das especialidade de Rubin é a ressuscitação. Foi ele o responsável por relançar, depois de muitos anos, a lenda do rock americano, Johnny Cash. Foi ele que, depois de alguns erros do Metallica com Bob Rock, resgatou o melhor estilo da banda e veio demolindo no recém lançado Death Magnetic. Foi ele também quem fez ressurgir o Slayer, com o lançamento de Seasons in the Abyss, em 1990 (foi ele também quem produziu o clássico Reign in Blood, de 1986).

Também assina alguns lançamentos, como o System of a Down (produziu todos os álbuns da banda) e Audioslave.

Em outras palavras, Rubin é o mágico que não aparece. Fica lá, com sua figura esdrúxula escondida na imensa barba e tira das bandas o que elas tem de melhor para dar. Merece, pelo menos, 50% do crédito pelos bons discos de rock e heavy metal que ouvimos por aí.

Para que possam dimensionar o trabalho do mestre Rubin, segue uma lista com alguns discos produzidos por ele:

1986 - Reign in Blood - Slayer
1987 - Electric - The Cult
1990 - Seasons in the Abyss - Slayer
1991 - Blood Sugar Sex Magik - Red Hot Chili Peppers
1995 - Ballbraker - AC/DC
1996 - Unchained - Johnny Cash
1998 - System of a Down - System of a Down
1999 - Californication - Red Hot Chili Peppers
2000 - Solitary Man - Johnny Cash
2000 - Renegades - Rage Against the Machine
2001 - Toxicity - System of a Down
2002 - Audioslave - Audioslave
2002 - Steal this Album - System of a Down
2006 - Window in the Sky - U2 (single)
2007 - Minutes to Midnight - Linkin Park
2008 - Death Magnetic - Metallica
2008 - Untitled - Bob Dylan
2009 - World Painted Blood - Slayer

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A Chinelada e a Chinelagem

O Brasil, desde o início, pareceu demonstrar ser um time forte nesta Copinha. Até acreditava que fosse "O" time forte, tamanha era a facilidade com que vencia alguns adversários.

Surpreendentemente, vencemos adversários fortíssimos lá e cá, como o Caxias e o próprio Internacional. Achei que ninguém ia nos segurar e iríamos experimentar o gostinho de uma Copa do Brasil por pelo menos uma rodada.

Ledo engano!

Não só não éramos tão fortes quanto eu imaginava, como fomos humilhantemente defenestrados da competição por um Internacional formado por jogadores de 17 e 18 anos, que mostrou que, apesar da pouca idade, têm mais força, estatura, habilidade e principalmente mais cérebro que nossos jogadores.

Após a derrota de 4 a 0 em Porto Alegre, o clube desencadeou uma campanha de esperança, conclamando a presença do torcedor, que diga-se, atendeu ao apelo mesmo sabendo que não iríamos alcançar o resultado de forma alguma. Queríamos pelo menos ganhar. Nem que fosse de 1 a 0.

Apesar de todo o empenho, presença da torcida, festa, doação dos jogadores, veio a chinelada: Gol do Inter! Este gol nos obrigava a fazer 6 gols. Coisa que nunca fizemos na vida, salvo no amador Atlético de Carazinho dois jogos antes.

Junto disso veio a chinelagem, dentro e fora de campo. Carrinhos absurdos, cotoveladas, chutes sem bola. Sem falar nos sinalizadores e pedras jogados para dentro do campo pela torcida. Sem falar nas ridículas paralisações do jogo.

Ultimamente vínhamos (torcida) mantendo uma boa relação com a Brigada Militar, que autorizava a entrada de foguetes, sinalizadores, bandeiras e outras artefatos proibidos às torcidas ditas "mais violentas".

Contudo, em um jogo perdido desde antes de começar, a torcida decidiu arriscar toda essa boa relação e, principalmente, nosso mando de campo com as pedras jogadas ao gramado. Vai estar na súmula. Com provas.

Ver pela tevê foi vergonhoso. Varzeano, para dizer o mínimo.

Vestimos a carapuça da velha segundona gaúcha.

Uma pena termos regredido aos nossos conturbados anos 90, quando éramos famosos por causar confusão onde íamos. E logo agora que eu achava tudo tão organizado e planejado!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Dexomizibi

Vo mizibi um pouquinho!!

Abaixo, segue link do blog do Nauro Júnior, cujo post desta data (10/11), foi a reprodução de um e-mail que enviei para ele e para o Cecconi (ambos autores do livro "A Noite que não Acabou"), com as minhas impressões sobre o ótimo livro.

Quem é xavante tem que ler!!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Xavante


Amanhã (31/10/2009) na feira do livro de Pelotas, e na próxima quarta-feira, na feira do livro de Porto Alegre será lançada uma obra literária de extrema importância para os torcedores Xavantes: o lançamento do livro "A NOITE QUE NÃO ACABOU".

Este livro traz a história do dia mais cinzento da história rubro-negra que, em 15 de janeiro de 2009, viu seu time desmantelar-se em uma curva da BR-471, matando o ídolo Milar, a prata da casa Régis e o treinador de goleiros Giovane (formador de goleiros como Cássio e Michel Alves).

A obra é escrita em conjunto pelo jornalista Eduardo Cecconi e pelo fotógrafo Nauro Júnior, com revisão do meu amigo Eduardo Lorea. Prefácio do Aldyr Schleé.

Para evitar repetição, linko (??) aqui as postagens feitas no blog do Eddie, do Nauro Júnior e do Eduardo Cecconi.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Bacamarte


Este vai ser um postzinho rápido, até porque muito pouco conheço sobre o que vou falar.

Garimpando num blog e noutro, encontrei um post (já não recordo onde, mas acredito que no inacreditável SERES DA NOITE) de uma banda chamada Bacamarte. Como nunca tinha ouvido a banda nem mesmo falar sobre eles, resolvi ler a resenha do disco.

Eis que me supreendeu o fato de ser uma banda brasileira de rock progressivo! Talvez a única em nosso país! Pelo menos que eu conheça.
E mais: o vocal da banda era feminino, na voz (e que voz!!) de JANE DUBOC!! Sim, JANE DUBOC! A cantora de MPB e sucesso em trilhas de novela era uma riponga vocalista de uma banda brasilieira de rock progressivo viajandão.

Bom, tudo que sei é que a banda teve um primeiro disco chamado Depois do Fim, lançado em 1983 e um segundo que desconheço o ano de lançamento, mas que se chama Sete Cidades.

O trabalho, de evidente influências de Jethro Tull e de muitos litros de chá de cogu (para terem uma ideia a música que abre o disco se chama UFO), até que dá um bom resultado. Os músicos são habilidosos e virtuosistas (dentre eles Sérgio Villarin, teclados e Delto Simas, baixo), fato que as vezes se traduz em um ponto negativo, pois no disco tem músicas de mais de 9 minutos só com solos repetitivos.

De um álbum de 9 músicas, ouvido bem por cima, pincei três boas composições que valem a pena: Smog Alado, Último Entardecer (baaaaaaita som) e Controvérsia, esta última um instrumentalzinho muito joia. Todas do disco Antes do Fim, embedadas abaixo.










terça-feira, 18 de agosto de 2009

Johnny Cash II

Conforme prometido, seguem outras músicas do Johnny Cash, para completar o post da semana passada.

As duas primeiras são Folsom Prision Blues, a música mais conhecida de Cash, e Man in Black, ambas originais da década de 60.

Depois, estão as músicas Solitary Man, Rusty Cage e Field Of Diamons (esta em clipe). As duas primeiras, covers de Neil Diamond e Soundgarden, respectivamente e a última, composiçao de Cash, em versão regravada no ano 2000.

A curiosidade sobre estas três últimas músicas é que todas elas vêm de um projeto audacioso da gravadora American Records, que resolveu resgatar a história e música de Johnny Cash. Inteligentemente, aproveitou enquanto o músico ainda estava vivo e lançou 4 cds com regravações, releituras e covers.

Na música Field Of Diamonds, participações nos vocais de June Carter Cash e Sheryl Crowl, além da participação da filha de Cash e Carter, Laura, tocando fiddle (violino ou instrumento de corda semelhante tocado com arco - fonte: wikipedia). No clipe (extra-oficial e meio tosco), aparecem algumas fotos da carreira e da vida pessoal de Johnny Cash e June Carter Cash.