domingo, 8 de maio de 2011

Renova-se a Vida

Hoje, segundo domingo de maio, foi o dia das mães. Datas como essa, para mim, tinham passado a ser mais um daqueles momentos em que sentia imensa saudade de meus pais. Especialmente nesta época, porque dia das mães e próximo do aniversário do meu pai, em 12 de maio.

Pra quem não me conhece, conto um pouco dessa história. Em 2006 perdi meus pais num intervalo de 3 meses. Primeiro foi minha mãe, que faleceu em 21 de março de 2006, após longos e angustiantes 9 dias de UTI, vítima de um derrame no tronco cerebral. Ficamos todos atônitos, sem saber o que fazer, imóveis. Uma situação incompreensível.

Meu pai, como é natural, ficou bastante triste e deprimido (eram casados há 38 anos), assim como o resto da família. Pouco tempo passou e uma péssima surpresa ainda estava por vir: em 8 de julho de 2006 meu pai foi encontrado em sua cama, já sem vida, pela Dilma (Silveira, não a Rousseff) que trabalhava lá em casa. A causa mortis foi um fulminante infarto, certamente acelerado pela tristeza que se instalara nele três meses e alguns dias antes.

Puxaram nosso tapete! Acabaram-se minhas referências na vida. Me senti sozinho, apesar de ter ao meu lado minha esposa, meu irmão e vários outros amigos e familiares

Meu irmão passou a querer exercer o papel de pai, mãe e irmão. Tudo ao mesmo tempo. E o tem feito até hoje.

Por alguns anos vivi triste, apenas deixando os dias irem e virem. Para mim, vivia uma situação absurda e incompreensível. Inexplicável, afinal de contas eles eram novos demais para morrer (62 e 67) e foi tudo muito rápido e inesperado. Sinceramente, pelo menos nos anos de 2007 e 2008 não me lembro muito bem do que fiz ou deixei de fazer.

Mas o tempo cura alguma feridas, modifica sentimentos e a gente percebe que, talvez, o que ocorrera jamais tenha uma explicação lógica e que a vida tem de continuar. Após algum tempo, passei a lembrar dos meus pais por lições, ensinamentos, frases, momentos engraçados e tudo mais que pudesse trazer boas lembranças junto do pensamento. Passou a dor e ficaram as boas memórias.

Entretanto, era inevitável que no dia dos pais ou das mães, por serem datas especiais bombardeadas por propagandas que nos lembram disso a todo momento, eu sentisse mais falta deles e relembrasse, na minha mente, de momentos e situações vividas com eles.

Mas este ano tudo mudou. O dia das mães teve um sabor bem mais especial: foi o primeiro que passei ao lado da minha esposa após termos tido o nosso Otávio, hoje com 48 dias, que nos traz tanta alegria, dia após dia. Aliás, um dado curioso é que ele nasceu dia 21 de março de 2011, exatos 5 anos após o falecimento da minha mãe.

Talvez esta coincidência tenha vindo para substituir uma data triste por outra alegre. Não significa que eu vá esquecer o que acontecera em 2006, mas com certeza servirá para aplacar sentimentos de tristeza que se substituirão a celebração do aniversário do Otávio.

E esta coincidência também serve para mostrar que a vida esta sempre em progresso. Acontecem coisas boas e coisas ruins. Uns morrem, outros nascem. E assim a vida segue, dinâmica imprevisível e sempre se renovando e reinventando. Me resta relembrar, agradecer e tentar, pelo menos tentar ser, para o Otávio, tão bom pai quanto meus pais foram para mim.

FELIZ DIA DAS MÃES!!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

9 Anos

Vai aí uma pequena notinha, intempestiva, diga-se, para lembrar dos 9 anos de formatura completos ontem, dia 22 de fevereiro.

Me recordo que nas celebrações dos 90 anos da Faculdade de Direito da UFPel, que ocorreu concomitantemente ao término do curso pela nossa turma, eu e o Magal ficávamos nos imaginando nos festejos dos 100 da Casa de Bruno.

Ele se via Promotor, eu me via Juiz. 9 anos depois ele é Defensor Público, eu Advogado.

O tempo passa. E as ideias mudam.

Saludos aos colegas da ATB 2002/2!!
P.S.:
desde o dia 23/02, quando fiz esta postagem, este blog bateu um recorde impensável de acessos: foram 2 (dois)!
E no acesso da amiga, colega formanda e blogueira Márcia Só, fui repreendido pelo erro na contagem dos anos de formatura que, em verdade, foram 8 e não 9.
Este erro ocorre todos os anos comigo. Primeiro porque sempre fui péssimo em matemática. Depois porque findamos o curso em 2002, mas por causa de greves e falta de datas para a realização da cerimônia, nossa colação de grau somente aconteceu em 22/02/2003 (dois mil e três) e não 2002 como eu sempre penso.
Outra data que sempre acaba me induzindo em erro é o fato de que a Faculdade de Direito de Pelotas (a de verdade) foi fundada em 1912. Como nos formamos nos 90 anos da Faculdade, impossível não fazer a relação com o centenário, que acontecerá em 2012.
Esclarecida a burrice, fica emendado o presente post para que o título passe a ser “8 Anos”, ficando claro que em 22/02/2011 a ATB 2002/2 completou 8 anos de formatura

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Fazendo Justiça


Bom... no post anterior eu me queixei do desleixo do Xavante em buscar seus 10.000 sonhados sócios. Pois bem, venho aqui fazer justiça e reconhecer o esforço do clube.

Alguns dias depois de escrever aquele post, resolvi entrar no site e encontrar um canal de comunicação via e-mail, daqueles que a entidade nunca responde e faz-de-conta que não recebeu. Enviei um despretensioso e-mail relatando minha angústia em tentar e não conseguir me associar. Pra minha surpresa, recebi resposta logo cedo no dia seguinte, com as fichas de associação, orientações, valores e conta para pagamento da mensalidade.

Preenchi os dados, enviei o comprovante de depósito e alguns minutos depois recebi a confirmação de associação, bem como o link para um ambiente pessoal de controle das mensalidades. Primeiro mundo.

Pedi meu cartãozinho de sócio por correio, com a certeza que não receberia. Quatro dias depois estava com ele não mão!

Parabéns ao xavante pelo atendimento ao distante torcedor!

A propósito, se alguém ler essa coisa aqui, for xavante e quiser se associar à distância, enviem e-mail para socios@gebrasil.com.br. Serão muito bem atendidos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quando os Pequenos Pensam Pequeno

Quem me conhece sabe que todo início de Gauchão eu tenho a esperança de que chegue o dia em que o interior triunfará sobre a duplinha. Sempre espero o dia que o Brasil fará uma campanha melhor que a do ano anterior. O dia em que subirá para a Série A do Gauchão e mais adiante, para a Série B do Brasileirão.

Sonhos que nunca acontecem. Daí me pergunto: porque os pequenos nunca crescem? E aos poucos vou descobrindo que são pequenos porque pensam pequeno.

Exemplo 1) em Lajeado, tentei comprar a camiseta do Lajeadense para engrossar minha coleção. Tinha? Claro que não. Em três lojas a resposta foi a mesma: nunca vi para vender. E isso que o Lajeadense poderia ter aproveitado a euforia de subir à primeira divisão para vender produtos do time. Não o fazem e perdem o momento de fazer nome, dinheiro e mídia.

Exemplo 2) meu queridíssimo rubro-negro pelotense, que até tem buscado se profissionalizar e pensar um pouco além de suas possibilidades, lançou a louvável campanha de sócios para o centenário do clube. Traçou como meta um número bastante ousado para o interior: 10.000 sócios até o dia 7 de setembro. Bacana! Mas e daí pergunto: quem não mora em Pelotas consegue se associar? A resposta é um puta NÃOZÃO, assim em maiúsculo mesmo.

Há tempos, aproveitando um ida à Princesinha, fui me associar. Era sábado, perto do meio-dia. Fui à secretaria do clube: fechada! Lembrei que na loja também poderia me associar: fechada! Questionei, depois, sobre a possibilidade de me associar pela internet ou por telefone: só pessoalmente. Então querem chegar aos 10.000 como???

Contra-exemplo) ao contrário desses dois, estive dias desses em Gravataí, terra do Cerâmica. O Clube fica perto do foro e como cheguei bem antes da audiência, fui caminhando até a sede deles. Belo projeto se vê ali. Um estádio acanhado, porém impecável. Bem pintado, bem cuidado. Gramado liso. Gramado suplementar. Lojinha com muito produtos do Cerâmica, vários modelos de camiseta (comprei uma). Do outro lado da rua, um alojamento das categorias de base.

Conversei rapidamente com um integrante do clube que estava na lojinha. Me contou que o Cerâmica se organizou financeiramente. Tem receita fixa que garante a manutenção do clube. Falou que pretendem subir à primeira divisão nos próximos anos (deu na trave em 2010) e que pretendem se firmar, formar novos jogadores e reinvestir no clube. Um planejamento de 20 anos.

Quando eu falei que era torcedor do Xavante ele enlouqueceu. Disse que queria uma torcida como aquela e que não entendia porque o Brasil patina, patina e não sai do lugar.

O Cerâmica é um belo exemplo de planejamento. Não é por nada que chegou à duas finais de Copinha, e logo-logo ganha alguma.

Bem que os 'pequenos grandes' do interior poderiam visitá-lo e aprender a fórmula do pensamento planejado e para a frente.

Né mesmo, seu Brasil de Pelotas???

domingo, 2 de janeiro de 2011

2011 tá aí

Pela primeira vez na minha vida passei o reveillon fora de Pelotas. E pela primeira vez na minha vida passei a virada sem nenhum integrante de família, a não ser minha esposa e o meu filho que nascerá em março. Foi diferente. Um pouco estranho até. Mas pela primeira vez passei a virada do ano com minha própria família, a qual começaremos a formar neste 2011 com a chegada do Otávio (pretendemos mais um ou dois filhos - cada um a seu tempo).

Tive tempo para fazer uma retrospectiva de tudo que já vivi. Dos tempos de colégio, das temporadas no verão do Laranjal, cercado de família e amigos, dos tempos de handebol, dos tempos de início de namoro, dos tempos de Corsa amarelo, do Mazda, dos tempos da faculdade, da formatura, da vinda pra Porto Alegre, do amadurecimento, as vezes forçado e sofrido e tantas outras lembranças que não caberiam neste post. Memórias que sempre reúnem meus avós, meus primos e prima, meus tios e tias, meu irmão, meus pais. Memórias que mantém vivas pessoas importantes da minha vida que já se foram.

E olhando para trás vi que muito de tudo isso foi vivido ao lado da Débora, com quem casei e agora começo a constituir minha própria família.

Neste ano, completaremos 18 anos de relacionamento, tempo que considera o início de namoro em 1993, ignora um afastamento de 4 meses, e soma-se a isso 5 anos de vida em pecado e 2 de casamento. O tempo de uma vida, suficiente para que nós nem mais nos reconheçamos individualmente, de tão unidos que ficamos.

2010 foi um bom ano, de um modo geral. Foi o ano que recebi uma das melhores notícias da minha vida e que senti que, realmente, as coisas iam mudar por aqui. Já estão mudando.

E 2011 tá aí, reservando muitas emoções, expectativas e também preocupações. Afinal, será que vou conseguir educar um filho? Cuidar dele? Tudo isso assusta um pouco.

Não quero fazer previsões pois, quase nada do que imaginei para o ano anterior de fato aconteceu.

Pois então, que venha 2011!! E que traga muitas coisas boas!!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Diálogo

Diálogo travado no posto BR da Dom Pedro II, às 23:55 de um dia desses:

- Tudo bom! Me dá esse bauru de picanha aí! - pedi

- Bah, cara. Esse bauru tá quase vencido - respondeu o atendente.

- Mas tá vencido? - perguntei

- Vence amanhã! - explicou o atendente

Falei rindo:

- Então vamos rápido que temos só cinco minutos!

E ele me sai com a inacreditável resposta:

- Bah, mas acho que não vai dar tempo. Ele vence antes!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

99 ANOS


Hoje, dia 07 de setembro de 2010, o Brasil de Pelotas completa 99 anos de fundação e, orgulhosamente, entramos no ano que precede o centenário do clube, cujas festividades prometem.

O Brasil de Pelotas recebeu este nome justamente pelo 7 de setembro, data da Independência do Brasil e adotou, inicialmente, as cores amarelo e verde. Com a possibilidade de disputar sua primeira competição, surgiu a necessidade de um uniforme, este fornecido por Manuel Aires Filho, um entusiasta do Clube Diamantinos.

Em contrapartida ao fornecimento do terno, o português Maneca exigiu que o clube passasse a adotar as cores do Diamantinos, vermelho e preto, que se tornaram as cores definitivas com as quais os Xavantes se identificam até hoje.

Primeiro Campeão Gaúcho da história em 1919, o Xavante chega aos 99 anos, cheio de esperanças e plano para o futuro.

Para comemorar, transcrevo a letra do hino do Brasil (de Pelotas), composto apenas em 1956 por José Costa e Victor Jacó.

Brasil, Brasil, Brasil
As tuas cores são nosso sangue nossa raça
Brasil, Brasil, Brasil
Força e vontade cheio de graça
Brasil, Brasil, Brasil
Nós este ano, vamos vencer
Salve o Brasil
O campeão do bem-querer

Avante com todo esquadrão
Torcida do nosso campeão
Ele tem seu passado de glória
Tem o seu nome gravado na história

Lá no estrangeiro
Mostraste ser bem brasileiro
Com os louros da vitória
Trouxeste para nós mais outra glória

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Descoberta

É impressionante como a vida nos prega peças e surpresas, algumas boas outras ruins. E é impressionante como muitas dessas mudanças nos fazem mudar o rumo das coisas e repensar nossos próprios objetivos.

Em 13 de novembro de 2009, uma sexta-feira com chuva à cântaros, eu rumava de carro para Pelotas, sozinho, e passando a cidade de São Lourenço, por volta de 23:50, encontrei um veio de água no meio da estrada que me fez aquaplanar. Fui jogado para fora da estrada na saída de uma curva.

O carro virou de costas e saiu pela tangente. Eu nada via pela escuridão e pela falta de orientação. Não sabia para onde a frente do carro apontava. Só ouvia barulhos e batidas e só tive de tempo de dizer "Ai, Meu Deus!".

Até que o carro parou, sem capotar, sem bater em nada e sem me ferir, dentro de uma valeta à beira da estrada. Sorte numa sexta-feira 13 estranhíssima.

Depois desse acontecimento percebi que todos vivemos por um fio e, por isso, decidimos, eu e a Débora, tomar algumas atitudes na vida. Muitas coisas mudaram (inclusive as mudanças pensadas após o acidente) e vida deu uma guinada.

Mas foi no dia 17 de agosto desse ano que uma maravilhosa surpresa fez (e fará) com que tudo mudasse: a Débora está grávida.

Vamos do início. A Débora faria um exame de sangue no qual precisava ingerir substâncias que causariam reações (ou não) no corpo. Só que, desconfiada do atraso menstrual e com medo dessas substâncias, pediu que eu comprasse na farmácia um daqueles exames instantâneos.

Chegamos em casa e ela foi logo fazer o exame. Eu estava na cozinha quando ela entrou branca, com o exame na mão e disse: "dois tracinhos é positivo". Eu sorri, gargalhei, chorei, abracei e beijei ela. Mas ela estava atônita, quase não acreditando no exame.

Ligamos pro Deco, uma grande amigo e grande gineco que tentou nos tranquilizar, dizendo que tinha muito erro, que não era um exame preciso, etc, etc. Compramos outro exame, de outra farmácia e de outro laboratório: POSITIVO!

Confirmamos a gravidez com o exame de sangue no dia seguinte (acima de 25 é gestante, e o índice apontou maior que 10.000). Fomos ao gineco e neste dia esta grande descoberta passou a ser real de fato.

O exame revelou um belo e saudável embrião de 8 semanas. Coraçãozinho a mil. E meu coração foi a mil também. Chorei feito criança (ou quase isso) e a partir daquele momento passei a me sentir um pai de fato, com o peso da responsabilidade de criar e educar uma criança e a alegria e emoção indescritível da paternidade.

Os dois episódios que contei são marcos (sem trocadilho) que representam mudanças na forma de ver as coisas.

O(A) filho(a) vindouro(a) já mudou minha percepção do trabalho, do dinheiro e das responsabilidades em geral. Na medida em que a data do nascimento for se aproximando, certamente as angústias e preocupações aumentarão e tenho certeza que, após o nascimento, tudo mudará vertinginosamente.

Para melhor!

domingo, 1 de agosto de 2010

Série B Mais Difícil

Me fiz presente na Baixada na estreia Xavante, dia 17 de julho, numa noite fria e chuvosa. Surpreendi-me com um bom público que, assim com eu, esperava conhecer aquele novo Brasil que se apresentava, cheio de caras novas, jogadores qualificados e que já passaram por grandes clubes da primeira divisão.

Saí do estádio com boa impressão, até entusiasmado. Apesar do magro 1 a 0, pesou contra o Brasil a forte e qualificada marcação do Caxias e o campo molhado, que apesar de não apresentar poças que dificultassem o jogo, estava muito rápido e encorregadio.

Depois desse jogo pensei em escrever aqui rasgados elogios à equipe Xavante, pela luta, pelo objetivo e pelo bom futebol apresentado.

Resolvi esperar e fiz bem.

Nos dois jogos seguintes, ambos fora de casa, o Brasil perdeu e, em ambas a oportunidades, apresentou certas fragilidades que não transpareceram no jogo em casa: defesa frágil, meio-campo mal posicionado e falta de jogadores suplentes.

Perdemos em Criciúma. Perdemos em Chapecó. Logo para a Chapecoense, alardeada pela mídia esportiva antes do campeonato como a mais fraca da chave.

Essas duas derrotas tornaram o acesso à Série B um pouquinho mais difícil. Na minha opinião, deveríamos ter conseguido pelo menos um empate nesses dois jogos, o que nos tiraria um pouco de pressão nos dois próximos jogos fora de casa, dificílimos, contra a dupla Ca-Ju.

A fase classificatória da Série C é curta, com apenas 8 jogos, 4 em casa e 4 fora. Somamos 3 pontos em 3 jogos, e estamos na quarta posição de um grupo de cinco clubes.

Nos resta agora vencer as três partidas em casa (Juventude, Chapecoense e Criciúma) e roubar alguns pontos da dupla Ca-Ju nas duas partidas fora.

Que o Brasil tire como lição a competição de 2006, na qual ficamos a um pontinho de nos classificarmos à Série B, justamente porque não fizemos um único ponto nas partidas fora de casa. Um empate, no mínimo, é fundamental.

terça-feira, 6 de julho de 2010

SOOOOOY CELESTE!!!!

O dia de hoje foi marcado pela eliminação do Uruguai da Copa do Mundo da África do Sul. E igualmente o dia de hoje ficou marcado por uma lição de luta, garra e patriotismo por parte dos uruguaios, lição esta que deveríamos aprender e copiar.

Particularmente, eu me sensibilizei mais pela eliminação do Uruguai do que pela do Brasil. No jogo de hoje, fiquei ansioso e nervoso. No jogo do Brasil não, justamente porque não vi na nossa seleção qualquer empenho para mudar a situação.

Ao contrário, os uruguaios lutaram até o último minuto. Acreditaram que teriam forças para empatar e deixaram os antes risonhos holandeses, com rostos apreensivos e nervosos. Nem o erro da arbitragem foi capaz de tirar a esperança castelhana que por muito pouco não empatou.

Que luta! Que empenho! Que garra!

E ao final, mesmo com a derrota, o povo festejou nas ruas a lição de patriotismo que seus craques deram ao mundo.

ADELANTE, CELESTE!!!

terça-feira, 15 de junho de 2010

A Copa do Mundo Não é Mais Nossa

Neste momento, vão-se 5 dias de Copa do Mundo, sem que nada de muito especial tenha aparecido. Neste momento, vão-se 25 minutos de um sonolento primeiro tempo de Brasil e Coréia do Norte (essa Coréia ainda tem acento?).

Em verdade, cada vez mais me convenço que aquele bom futebol, rápido versátil, aguerrido e habilidoso que costumávamos ver, acabou. Especialmente o futebol que se jogava aqui na América do Sul, que nunca se rendeu às estratégias mecânicas do futebol europeu.

Infelizmente perdemos, e o futebol duro e robótico, que prioriza a estratégia e a marcação ao talento, reinam no futebol mundial. Jogos truncados, sem criatividade. Jogos iguais, uns aos outros. Ruins. Que espetáculo lamentável nos apresentaram Uruguai e França. Que decadência!!

Nossos jogadores foram exportados aos bandos para a Europa e lá aprenderam o futebol burocrático que, por ser rico, foi "reconhecido" como melhor do mundo.

O único time que jogou mais ou menos até agora?? A Alemanha. Um time repleto de austríacos, poloneses e até um brasileiro. Uma ONU, feita para que a Alemanha tivesse alguma competitividade e depois de 20 anos pudesse conquistar um título mundial.

Aliás, os gênios não mais existem. Messi, Kaká, Cristiano Ronaldo, Rooney, Drogba e tantos outros, são bons jogadores, mas sua genialidade é forjada. Os patrocinadores investem milhões na imagem desses jogadores e de tanto usarem as imagens em alguns comerciais, nos convencemos que eles são gênios.

Que gênios, que nada! Bons jogadores, nada mais que isso!

Fomos rendidos e permanecemos reféns de um grande negócio chamado futebol. Aquele futebol original, do Pelé, Maradona (o jogador) e da Laranja Macânica, já acabou há muito tempo.

Agora, vão-se 39 minutos do primeiro tempo de Brasil X Coréia do Norte. Segue sonolento. Só não durmo porque vizinhos têm rojões e vuvuzelas

Desde já, aposto num magro 1 a 0 pro Brasil. O título?? Alemanha. Afinal, há 20 anos eles não ganham uma.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Espetáculo

Quando fiz o blog decidi que pesquisaria e falaria sobre diversos assuntos do meu interesse, entre os quais o futebol. Quer dizer, futebol simplesmente não! Mais do que isso, falaria exclusivamente sobre o Xavante!

Contudo, a noite de hoje me fez abrir uma pequena exceção.

Quem me conhece sabe que desde sempre sou rubro-negro, sofredor e anti dupla Gre-Nal. Mas hoje fui convidado pelo meu amigo Deco a assistir ao jogo do Grêmio contra o fabuloso Santos, nas cadeiras do Olímpico, e não pude recusar o convite, pois sabia que seria um grande.

Abri esta exceção porque o que vi foi algo inacreditável. Primeiro pelo absurdo futebol que jogam André, Paulo Henrique Ganso, Robinho, Marquinhos, Arouca, Léo e Wesley. O Santos é mágico, rápido e objetivo. Sabe o que faz em campo e no primeiro tempo, fez o que quis com o Grêmio.

Segundo, porque o Grêmio protagonizou uma das viradas mais fantásticas que já pude testemunhar, saindo que um 2 a 0 construído num primeiro tempo Santista, e virando o jogo para um improvável 4 a 2, com direito a show da torcida (imitação Argentina)!

Quando nada mais poderia acontecer e jogo se encaminhava para o fim, surge o gênio que a todos encanta (menos ao Dunga), Paulo Henrique Ganso, que numa cavadinha espetacular, põe a bola no peito do Robinho que, com não menos categoria, domina e bate sem deixar cair.

Foi um jogo maravilhoso, digno do nosso futebol. Memorável dentro de campo e com direito a show da torcida do Grêmio fora dele.

Mas ainda assim, a maior e melhor torcida do mundo segue sendo a Xavante!!

domingo, 18 de abril de 2010

A Ressureição do Alice in Chains


Lendo a Playboy de outubro (sim, a Playboy tem leitura), na semana passada, notei uma tímida página que falava sobre cultura, filmes e música. Logo ao fim da página, uma manchete em letras reduzidas dizia "O Grunge Não Morreu". Vi que a reportagem fazia referência a dois álbuns lançados no final de 2009, o Backspacer, do Pearl Jam e um outro álbum preto, o qual o editor não mencionou o nome do autor.

Contudo, uma frase enigmática no pequeno texto me chamou a atenção: "...William DuVall substitui nos vocais o falecido Layne Staley...". A partir daí percebi que a matéria tratava do novo álbum do Alice in Chains. Fiquei surpreso com este álbum, pois a banda havia se dissolvido após a morte do vocalista Layne Staley, em abril de 2002, por overdose de "speedball" (combinação de cocaína com heroína).

Staley tinha uma voz inconfundível, profunda, triste e parecia estar sempre lamentando algo quando cantava. Dava um ar sombrio e misterioso às performances do Alice in Chains. Basta ouvir Down in Hole para entender.

Segundos após ler a resenha, fui para a internet buscar o download do álbum Black Gives Way to Blue, que em tradução de enorme licença poética, significa "o luto dá lugar ao lamento". Mais ou menos isso.

Concluído o download, rodei a primeira música, e quase caí da cadeira: a voz e forma como DuVall canta tem mórbida semelahança com Staley. Sentia como se fosse o próprio Staley cantando, vivo. Como se nada tivesse acontecido.

Voltei a 1992, ao álbum Facelift e identifiquei nesse novo disco o bom e velho Alice in Chains, vigoroso, sombrio e pesado, sem perder sua identidade inicial.

Staley é inimitável e ficará na história do "grunge"/metal, da música e da própria banda.
Já DuVall honra seu antecessor a cada frase, cada estrofe, a cada música. Um substituto de respeito à Staley. E um substituto em respeito à Staley.

Um grata supresa para mim. O grunge não morreu! E o Alice in Chains ressucitou, vigoroso como nos velhos tempos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fiasco

O Brasil de Pelotas foi o protagonista, no sábado passado, de um dos maiores fiasco de seus quase 100 anos de história: a eliminação precoce do Campeonato Gaúcho da Segunda Divisão. Ficou em sétimo lugar, de um total de oito (o oitavo foi o também pelotense, Grêmio Atlético Farroupilha), sendo que dos oito, seis passariam para a fase seguinte.

Acompanho o Brasil desde os anos 80, e jamais tinha visto um time tão ruim, desqualificado e sem vontade. Por piores que fossem os times passados, os jogadores entravam em campo com a faca entre os dentes, e buscavam a vitória a qualquer preço.

Desde o acidente, eu sempre enxergai uma grande motivação da diretoria, dos jogadores, da torcida e todos que de um jeito ou de outro queriam um Xavante maior e melhor. Conseguimos um bom patrocínio, setorizamos o clube, melhoramos a estrutura, o alambrado, a drenagem.

Além disso sempre achei (e continuo achando) que o trabalho do Presidente Hélder Lopes era bem feito. Ele arrumou as contas e desfez a mácula de contumaz inadimplente criada por outras administrações. Elevou o nome do Brasil a bom pagador de salários, situação que nos rendeu uma matéria na Zero Hora e nos sites do Grupo RBS.

Apesar de todo o esforço, um clube de futebol não se resume apenas ao setor administrativo. Precisa entrar em campo, jogar, ganhar, lutar e, acima de tudo, buscar metas que devem ser tratadas antes do início dos campeonatos. Precisa de bons jogadores.

Em 2010, toda a boa impressão que tive do clube desapareceu. Não vi um único bom jogador no time (e isso inclui Jair e Alex). Não vi mobilização da torcida. Não vi luta em campo. Não vi organização.

Tivemos períodos ruins em outras épocas, todos sabem. Mas jamais ficamos pelo caminho da forma como ficamos: apáticos, derrotados e resignados. Em outras épocas, a torcida lotaria o Bento Freitas e cobraria com veemência a luta dos jogadores e atitudes da diretoria. As vezes, com excesso de veemência.

Este nem isso. Pingados mil e poucos torcedores viram uma magra vitória de 1 a 0 e a eliminação na primeira fase. Sairam ordeiramente do estádio, de cabeça baixa rumo às suas casas.

O resultado dessa segundona nada mais é do que espelho de erros históricos desta e de outras administrações. Acredito que os dirigentes devam entender tanto de futebol, quanto de administração. Não adianta confiar a contratação de jogadores a uma única pessoa, nem contratá-los por DVD.

Que tudo isso seja recebido como uma grande lição e sirva para que possamos recuperar nosso orgulho.

Agora, o Xavante só volta a campo em agosto. Muito tempo para que possamos parar, pensar e ajustar o que está errado. Senão, com Caxias e Juventude no nosso grupo, a Série D do Brasileiro é certeza.

De se lamentar os brados de alguns que querem o oportunista retorno da dupla Érico/Montanelli. Afinal, eleições no fim de ano...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Virtuosismo ao Extremo

No dia 26 de outubro de 2006 apresentou-se em Porto Alegre uma turnê muito especial. Um projeto de três dos melhores guitarristas do mundo, capitaneados por Joe Satriani, chamado G3, que gira o mundo mostrando o melhor do virtuosismo, com solos inacreditáveis, distorções absurdas e músicas fantásticas. Além do Satriani, completavam a tour os shows dos guitarristas Eric Johnson e John Petrucci.

Eles foram protagonistas de três mini shows individuais fantásticos, além de um mini show coletivo de encerramento, onde eles tocaram a mais bem tocada Rockin' in The Free World que eu já vi (naturalmente, depois da versão da AdNutum, minha banda).

Mas uma pessoa em especial me chamou a atenção naquela noite (e de todos que lá estiveram). Um cara que normalmente ficaria escondido, como de praxe, quase se tornou a principal atração da noite: Mike Portnoy.

Baterista do Dream Theater, Portnoy acompanhou o amigo e colega de Dream Theater, John Petrucci, em seu projeto solo. Quase relegou o protagonista ao status de coadjuvante.

Do fundo do palco, Portnoy era capaz de fazer viradas rápidas, mudar o compasso, marcar no contratempo, sem sequer piscar. Uma técnica apuradíssima, quase inimitável. Quem toca bateria sabe o quanto isso é difícil.

Eu tentei guardar aquela noite pra sempre na minha mente, imaginando que jamais veria novamente aquele cara tocar.

Para minha surpresa e deleite, na terça-feira passada tive o privilégio de vê-los novamente ao vivo, agora com o Dream Theater, no Pepsi On Stage.

O Dream Theater apresentou um show baseado no seu último disco (que não conheço) e mesmo assim conseguiu fazer uma apresentação estupenda, embalando e agradando a todos que preferiram sair de casa para assistir música de boa técnica ao rock/pop/comercial do Guns and Roses, que se apresentou na mesma data (num outro fuso horário) no estacionamento do Sesi.

E quem foi ao Pepsi On Stage não se arrependeu. Repleto de solos, o show levou o virtuosismo ao extremo e conseguiu mostrar a apurada técnica de cada um dos músicos, em especial do guitarrista John Petrucci e do baterista Mike Portnoy que, carismático, comandava o público tocando em pé, acenando com as baquetas e fazendo caras e bocas para a micro câmera acoplada na estante de um dos pratos.

Petrucci e o baixista John Myung não deixavam por menos e, de longe, pareciam ter dez dedos em cada mão. O tecladista Jordan Rudess impunha excelentes arranjos às músicas, mas por vezes pecava pelo excesso de barulho. O vocalista James LaBrie fez o necessário. Cantou dentro do tom e saiu do palco sempre que o instrumental tomava conta.

Depois de 2 horas os caras encerraram uma noite perfeita, com a promessa do voltar em breve.

Graças a Deus, Porto Alegre entrou na lista das grandes tours!

Abaixo, seguem uns videozinhos para ilustrar o que eu falei.